Distúrbio do Processamento Auditivo Central (DPAC)

   

Na condição chamada de Transtorno ou Distúrbio do Processamento Auditivo Central (TPAC ou DPAC), o paciente apresenta algum tipo de falha para captar, classificar, organizar ou interpretar eventos acústicos, mesmo que a sua audição esteja preservada.

Isto é, o DPAC acontece quando há algum tipo de problema na “conversa” entre o ouvido e o cérebro, sem que ocorram, necessariamente, problemas ou déficits cognitivos.

dpac

A avaliação para identificar o DPAC consiste em mensurar as habilidades auditivas, por meio de testes especiais para cada idade.

O processo é dividido em:
• Meatoscopia (na qual se verifica se há obstrução no meato acústico, com presença de material ceroso no ouvido);

• Anamnese (entrevista com o paciente);

• Aplicação de estímulos auditivos acusticamente controlados, de acordo com a faixa etária de cada paciente.
Qual é o profissional habilitado a fazer esse exame para detectar o DPAC?

Somente o fonoaudiólogo com especialização em DPAC pode realizar esse rastreio.

O exame para detectar o DPAC é realizado em cabine acústica e, durante a avaliação, o profissional também utiliza o audiômetro (instrumento elétrico capaz de medir os limites de audição) e um tocador de CD e/ou MP3 player, para a realização dos estímulos acústicos necessários.

O exame para detectar o DPAC dura, em média, duas horas.

Não, a pessoa não sente nenhum tipo de incômodo ou dor causados pelo exame de DPAC.

O exame, entretanto, pode ser cansativo, devido ao seu tempo prolongado de duração.
Mas esse período de interação entre o fonoaudiólogo e o paciente é importante para uma avaliação precisa das capacidades auditivas do indivíduo.

Isso varia de paciente para paciente, mas normalmente a criança fica só com o fonoaudiólogo.

Como todo e qualquer teste auditivo, o exame de DPAC também exige um repouso acústico de 14h, antes do exame. Isso significa que o paciente deve se abster de:

• Locais com ruído ambiental excessivo (como áreas de trabalho barulhentas, com sons intensos e repetitivos);
• Uso de fones de ouvido (música, celular, jogos, etc.);
• Locais com música ou transmissão acústica alta.

Normalmente todos os testes são realizados em uma sessão, mas caso seja necessário, ele pode ser decomposto.

O diagnóstico para o DPAC sai na hora ou é necessário cruzar com outros resultados?

O resultado sai na hora, mas é necessário fazer uma análise quantitativa e qualitativa.

• São indicados para realizar esse exame todos aqueles indivíduos cujas histórias de vida sugerem uma dificuldade em ouvir ou compreender o que ouvem, considerando uma situação em grupo (escola, reunião, treinamentos), lugar em que se encontram (ruído, eco, etc.) e o contexto (piadas, ironias, etc.);
• Pessoa que apresentam dificuldades para localizar sons;
• Pessoas com dificuldade de memória;
• Pessoas com queixas ou sintoma de distração que chegue a prejudicar a realização de suas atividades cotidianas;
• Situações de insucesso escolar;
• Situações em que as respostas à terapia fonoaudiológica não transcorrem como esperado;
• Indivíduos muito agitados ou muito quietos;
• Trocas na hora de falar ou escrever;
• Dificuldades de concentração;
• Dificuldades em adquirir uma segunda língua;
• Dificuldade de relacionamento interpessoal;
• Quando o paciente apresenta um histórico significativo de infecções de ouvidos ou da garganta.

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