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Chorar, sim. Perder o foco, jamais!

Produzido por
Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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O equilíbrio emocional dos jogadores da Seleção Brasileira está na berlinda durante toda esta semana. Mas, afinal de contas, será que o choro e as demonstrações de esgotamento e de nervosismo dadas pelos atletas em campo, no último – e dramático –  jogo, contra o Chile, são sinais de desequilíbrio e de fraqueza por parte do nosso time?

Para a psicóloga e especialista em Terapia Comportamental Cognitiva (TCC), Cássia Denadai, definitivamente, não.

Na opinião da especialista, todo o contexto do jogo (e também todo o histórico antes dele) tornam a reação ocorrida algo mais do que natural e até esperável.

Muito embora ela leve em conta também que a média de idade tão baixa entre os jogadores possa ser um dos fatores que contribuem para que as emoções sejam vivenciadas de forma tão intensa, a especialista salienta que “qualquer ser humano, em condições provocadoras de estresse, terá, naturalmente, uma forte descarga de adrenalina” e que o choro é uma das consequências naturais disso.

Que o diga o goleiro Júlio César, que do alto dos seus 35 anos e da sua experiência em duas Copas do Mundo, também foi às lágrimas quando a decisão por pênaltis ficou confirmada!

“A descarga adrenérgica age no sistema nervoso autônomo e provoca reações no organismo. Entre elas, o choro. Em seguida, o organismo restabelece seu equilíbrio”, explica Cássia, observando que aquela partida, em especial, teve componentes para lá de estressantes (marcação agressiva do time adversário, gol anulado, a possibilidade da eliminação, a consciência de estar sob os olhos de toda a Nação, a prorrogação, etc.).

Portanto, se faltou preparo técnico, estratégico ou tático para a equipe garantir o resultado que almejava, aí é outra coisa – e nós aqui deixamos essa análise para os blogs especializados no tema. Mas, em absoluto, não cabem as especulações e muito menos as acusações de desequilíbrio emocional e de fraqueza psicológica em relação aos jogadores.

“Em nossa cultura, o choro é visto como fraqueza e isso, em nosso meio machista, é considerado mais apropriado para mulher do que para homem. Mas, na verdade, há uma diferença entre ser choroso – ou seja, estar sempre se queixando e chorando diante de qualquer dificuldade – e em ter um choro como uma reação natural ao estresse”, observa a psicóloga.

O exemplo da Seleção, na opinião de Cássia, vale também como ensinamento para os “pênaltis” que somos obrigados a bater nas várias situações do dia a dia.

“Na vida cotidiana, sobretudo no trabalho, enfrentamos diversas cobranças e, quanto mais bem preparados tecnicamente estamos, mais temos de manter a tranquilidade para enfrentá-las. Chorar diante de uma ou outra situação pontual, com uma carga de estresse muito intensa, não é nada anormal. O importante é saber também recobrar o foco e ir atrás do resultado, como fez o nosso time”, resume a especialista.

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