Cientistas encontram o “elo perdido” para reverter a tetraplegia

Produzido por
Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

Compartilhe

Um artigo publicado, na revista Science, na última semana, reaviva as expectativas de que a Ciência pode estar muito perto de desvendar um dos seus grandes desafios: o de encontrar uma solução para os casos de tetraplegia – isto é, a capacidade de devolver movimentos àquelas pessoas que sofreram lesões ou têm disfunções na medula espinhal.

Implante espinhal feito em silicone e ouro, testado com sucesso em ratos de laboratório. FONTE DA IMAGEM: Divulgação.

Já há bastante tempo, cientistas vêm tentando desenvolver eletrodos capazes de realizar a capacidade de “comunicação” perdida por esses pacientes entre o comando cerebral e a unidade funcional (isto é, a musculatura). “Esse é o elo perdido no momento em que ocorre um traumatismo medular”, observa o ortopedista da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e especialista em doenças da coluna vertebral, Guilherme Foizer.

“No momento em que ocorre uma lesão na medula espinhal, o estímulo que é concebido no cérebro deixa de chegar aos músculos, assim como as sensações que viriam dos membros e do tronco até o cérebro”, explica ele.

De acordo com o médico, a maioria dos implantes desenvolvidos até agora não conseguia manter sua função, pois eram feitos de estruturas rígidas, que se partiam após pouco tempo, não conseguindo mimetizar a função dos nervos lesionados.

Porém, conforme o artigo publicado na Science, por um grupo de pesquisadores de várias nacionalidades (suíços, russos, americanos e italianos), um novo tipo de implante, mais maleável e resistente, foi testado com sucesso em ratos de laboratório. A peça é feita de silicone e ouro fragmentado. Por isso, consegue, ao mesmo tempo, ser resistente e manter as características de maleabilidade da membrana de proteção da medula espinhal.

Os resultados desse novo experimento foram recebidos com grande euforia entre a comunidade científica. Até o momento, o acompanhamento realizado em ratos demonstrou bons resultados, não sendo observados os principais problemas das soluções testadas anteriormente, como a possibilidade de causar lesões ou processos inflamatórios no paciente, ou de haver quebra das peças.

Na opinião de Foizer, a notícia “representa mais um passo importantíssimo na direção de solucionar o problema das lesões neurológicas que acometem o ser humano desde o princípio dos tempos”, embora ainda seja impossível dizer em quanto tempo a novidade poderá, de fato, se converter em uma realidade capaz de mudar a vida do paciente tetraplégico.

Produzido por
Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

Recentes

Paralisia Cerebral: desafios e principais caminhos terapêuticos

A Paralisia Cerebral apresenta características e necessidades individualizadas, que exigem acompanhamento multidisciplinar e ajustado para cada caso. Veja as abordagens…

7 meses atrás

Como a Neuromodulação tem beneficiado pacientes com diversas condições

A Neuromodulação não invasiva tem ajudado pacientes com as mais diversas condições. O procedimento promove a plasticidade cerebral, através da…

7 meses atrás

Critérios para garantir uma aplicação segura de toxina botulínica

Hoje em dia, quase todo mundo já ouviu falar sobre os benefícios terapêuticos da toxina botulínica. Assim como já ocorreu…

1 ano atrás

Sinais, diagnóstico e tratamento da espasticidade na criança

Agora, uma conversa com pais e familiares. Espasticidade é o nome de um sintoma muito prevalente em crianças com comprometimentos…

1 ano atrás

Toxina botulínica: treinamentos com aulas práticas e estudos de casos na Clínica Vita

Não é por acaso que a Clínica Vita é atualmente o maior serviço privado do país na terapêutica com toxina…

1 ano atrás

Clínica Vita abre suas instalações para treinar médicos na terapêutica com toxina botulínica

Clínica Vita oferece treinamento a médicos de todo o país interessados na terapêutica com toxina botulínica na área neurológica. O…

1 ano atrás