Como a Neuromodulação tem beneficiado pacientes com diversas condições

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Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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Bibiana da Silveira,
Fisioterapeuta Neurofuncional

Neuromodulação é um tratamento que utiliza indução eletromagnética ou elétrica de baixa intensidade, sobre a cabeça, sendo capaz de modular a atividade do cérebro, promovendo plasticidade no Sistema Nervoso Central, através da ativação de redes de neurônios. Na prática, isso quer dizer que o tratamento pode influenciar modificações a nível cerebral, e consequentemente, levar a respostas positivas no tratamento de transtornos motores, de equilíbrio, de movimentação de pernas ou de mãos, controle ou ajuste do tônus, dor, sintomas depressivos, enxaqueca, ente outras situações.

A Neuromodulação não invasiva é um procedimento seguro, com indicação para o tratamento de diversas condições, que tem ajudado muitos pacientes

Com isso, pacientes com diversas condições clínicas podem ser beneficiados, dentre eles: pessoas em processo de reabilitação física e/ou cognitiva (como no caso de pacientes com Paralisia Cerebral (clique aqui para saber mais sobre o assunto); doenças neurodegenerativas, como o Parkinson, e também pessoas que sofreram traumatismos ou Acidente Vascular Cerebral – o chamado AVC). A Neuromodulação não invasiva também tem especial indicação para o tratamento da depressão (veja a página sobre esse tema), da ansiedade e ainda no tratamento de sintomas relacionados ao TOC, ao TDAH e ao TEA.

Técnicas Existentes

As técnicas que podem ser utilizadas na Neuromodulação são classificadas de diferentes formas. Algumas são chamadas invasivas (que necessitam de um ambiente específico, sedação e anestesia, e há a utilização de instrumentos cirúrgicos) e outras que chamamos de não invasivas (são administradas em consultório, sem a necessidade de anestesia ou sedação, pois não causam dor).

A Neuromodulação não invasiva pode ser feita através de Transcranial Magnetic Stimulation (TMS) em inglês – ou Estimulação Magnética Transcraniana (EMT), como pode ser chamada em português.

Fonte da imagem: CAPUTRONDEVICES

A outra forma de utilizarmos a Neuromodulação não invasiva é através da Transcranial Direct Simulation (TDCS) ou Estimulação Elétrica Transcraniana (ETCC), em português.

Fonte da imagem: CAPUTRONDEVICES

Os resultados que os tratamentos geram ocorrem porque a aplicação da corrente magnética (como na primeira foto) ou da corrente elétrica contínua (como na segunda foto) produzem modificações nas redes neuronais – ou seja, são capazes de organizar a atividade dos neurônios no nosso cérebro, e, dessa forma, influenciar em como o nosso corpo funciona. A essa organização, ou modulação, chamamos de neuroplasticidade.

Benefícios para diversas condições

Portanto, os tratamentos através da utilização desses aparelhos modulam a atividade do Sistema Nervoso humano e melhoram diversas condições de saúde. Atualmente existem diversas indicações para a Neuromodulação não invasiva, com estudos e evidências científicas, tanto para a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT), quanto para a Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (ETCC).

O uso desses recursos se desenvolveu muito, sendo hoje empregados para situações como: controle da dor crônica, Distúrbios do Movimento, epilepsia, zumbido, na reabilitação pós-Acidente Vascular Cerebral (AVC), no treino para o membro superior, na terapia de linguagem para afasia, entre outras. O processo pode influenciar também de forma positiva em distúrbios emocionais, como a depressão e a ansiedade.

Inclusive, a origem da Neuromodulação não invasiva ocorreu para o tratamento de transtornos psicoemocionais, e hoje ainda as evidências apontam promissores resultados junto à terapia cognitivo-comportamental para depressão, alterações do comportamento e regulação no Transtorno do Espectro Autista (TEA), no equilíbrio e organização de indivíduos com Transtorno do Déficit de Atenção (TDAH) e ainda indivíduos com Transtornos Obcessivos Compulsivos (TOC). Recentemente, estudos vêm demonstrando que o uso da Neuromodulação associada a terapias ativas, apresenta efeitos potencializados, ou seja, durante a sessão de Neuromodulação, o paciente estará realizando uma atividade que fortalece o objetivo do tratamento.

Processo individualizado e seguro

A Neuromodulação é sempre um processo individualizado, tornando a avaliação inicial de cada caso uma parte fundamental e indispensável do tratamento.

Como qualquer tratamento de saúde, podem ocorrer efeitos colaterais, sendo eles: vermelhidão ou coceira no local da estimulação, dor de cabeça (de leve a moderada) após a estimulação e aumento do sono.

Critérios de segurança já foram largamente publicados na literatura internacional a respeito da aplicação da Neuromodulação na população infantil – respeitando idade de formação cerebral, próxima aos 4 anos – e na população adulta. Esses critérios de segurança são rigorosamente seguidos na Clínica Vita.

Principais situações com evidências positivas para a Neuromodulação:

  • Ansiedade e depressão (o procedimento já é reconhecido como tratamento de primeira linha para esse quadro);
  • Alucinação auditiva da esquizofrenia (o procedimento já é reconhecido oficialmente como importante coadjuvante no tratamento para esse quadro);
  • Transtornos comportamentais que se associam à dependência química (evidência baixa);
  • Distonia;
  • Distúrbio Bipolar;
  • Distúrbios Cognitivos;
  • Doença de Parkinson;
  • Dores crônicas/fibromialgia;
  • Epilepsia;
  • Enxaqueca;
  • Sequelas pós-AVC;
  • Sequelas pós-TCE (Traumatismo Crânioencefálico);
  • Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC);
  • Tremor Essencial.

Essa publicação foi atualizada em 11 de outubro de 2023 10:48

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Clínica Vita

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