Crianças também podem ser vítimas de AVC

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Clínica Vita

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O fato é pouco conhecido, mas crianças também são vítimas de Acidente Vascular Cerebral, conhecido popularmente como derrame. São várias as razões que podem levar uma criança ou jovem a sofrer umAVC. Contudo, a neurologista infantil Rejane Macedo ressalta que o maior inimigo, nesse caso, é a falta de conhecimento sobre o assunto, até mesmo dentro do meio médico.

“O mito de que não existe AVC em crianças dificulta o seu reconhecimento e a tomada de providências na fase inicial”, expõe a especialista.

Os sintomas do AVC em crianças são, segundo a médica, semelhantes aos que ocorrem nos adultos, com fraqueza motora de um lado do corpo (hemiparesia), o que leva a uma dificuldade súbita de andar e de mexer um dos braços, quadro que também pode ou não estar acompanhado de paralisia da face do mesmo lado. Geralmente, as crianças que subitamente começam a “mancar” devem ser bem avaliadas por um pediatra, que deve sempre ter em mente a possibilidade de uma perda de força por causa neurológica, como por um AVC.

Além disso, podem existir outros sintomas, como sonolência, crise epiléptica, perda de sensibilidade e alterações de comportamento. No período neonatal, o AVC infantil pode ser ainda mais difícil de ser diagnosticado, muitas vezes só sendo notado após os seis meses de idade, devido a um atraso neuropsicomotor ou pela presença de “fraqueza muscular”. O AVC na infância é uma das causas que levam à paralisia cerebral. “Pais e médicos devem estar atentos aos sintomas”, alerta Rejane.

A identificação precoce do quadro pode fazer toda a diferença para a recuperação da criança, evitando que ela cresça com sequelas. “Nestes pacientes, vemos uma recuperação mais fácil do que nos adultos. Muitas vezes, ela é completa, ou quase completa, nessa faixa etária. Isso ocorre graças aos mecanismos de plasticidade cerebral, que propiciam o estabelecimento de novas vias e sinapses cerebrais no sistema nervoso central ainda em desenvolvimento, recuperando sua funcionalidade”, detalha.

Exame

Entre as causas que podem levar ao AVC na infância estão traumas em acidentes ou complicações de infecções, como meningites e otites. A varicela, doença comum na infância, também pode levar a uma inflamação crônica em vasos sanguíneos cerebrais, causando sintomas até um ano depois da manifestação da doença.

A anemia falciforme, por sua vez, é uma doença genética que está intimamente ligada aos casos de AVC na infância. Nesse caso, medidas preventivas, com exames de rotina, são cruciais para prevenir o problema, conforme aponta Rejane Macedo. Segundo ela, o Doppler transcraniano, um exame de imagem não invasivo e que não gera incômodos para a criança, deve ser feito periodicamente nesses indivíduos, como forma de atentar para quaisquer alterações que possam levar ao chamado derrame cerebral.

Desde a padronização do exame de Doppler transcraniano, como triagem para identificar os pacientes de risco, no grupo de crianças falcêmicas com idade entre 2 a 16 anos, houve queda da incidência do AVCna anemia falciforme, de 10% ao ano, para cerca de 1% ao ano”, revela.

Neste vídeo, a drª. Rejane mostra como é o Doppler transcraniano e fala da sua importância na prevenção do AVC infantil.

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