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Cuidado com produtos para bronzear

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Clínica Vita

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Por Tallita Rezende, dermatologista.

Exibir um corpo bronzeado é algo culturalmente valorizado no Brasil. Em busca desse resultado, ainda há quem coloque a saúde em risco, pensando, muitas vezes, que está fazendo a coisa certa ao apostar em “métodos naturais” e lançar mão de produtos caseiros ou de origem não controlada para acelerar o processo. Essas pessoas não fazem ideia do risco que correm com esses procedimentos.

Na última semana, no estado de Goiás, pelo menos quatro pessoas foram parar no hospital devido a queimaduras de segundo grau, após a realização de sessões de bronzeamento que envolveriam a utilização de produtos assim, seguida de exposição solar. Outras seis revelaram que também sofreram queimaduras, mas que não chegaram a procurar atendimento médico.

Conforme as notícias divulgadas, as pacientes contaram que o procedimento incluiu a aplicação na pele de um óleo à base de coco e canela e que, após isso, começaram a surgir os efeitos colaterais.

O risco que esses produtos representam vão de alergias a queimaduras e tumores de pele. Por isso, dermatologistas recomendam aos consumidores não comprar e nem se submeter a tratamentos que envolvam óleos bronzeadores e receitas caseiras de bronzeamento.

Muitas dessas misturas de óleos também são feitas com derivado da pergamota, como o limão e o figo, por exemplo. As pessoas ignoram que esses produtos contêm substâncias fototóxicas, que em contato com a luz do sol provocam queimaduras graves. Com apenas cinco minutos de exposição ao sol já pode ocorrer a formação de bolhas.

O uso dessas receitas feitas em casa não é novidade. Antigamente, era muito normal as pessoas utilizarem óleo de cozinha, coca-cola, folha de figo, entre outros ingredientes, para tomar banho de sol. Inúmeros casos graves e irreversíveis aconteciam a cada verão.

Com o tempo, devido a divulgação da gravidade dos quadros e a disseminação de informações, essas práticas foram caindo em desuso. Mas, recentemente, o problema começou a reaparecer, não raro associado a serviços clandestinos de estética.

Quem busca por serviços assim precisa saber que, no país, existem apenas três tipos de produtos para bronzeamento que estão regulamentados: o bronzeamento a jato, o autobronzeador e os hidratantes que bronzeiam – todos eles têm DHA, uma substância que reage com a queratina na pele, dando a cor. Antes de usar qualquer um deles é importante obter a orientação de um dermatologista.

Também nunca é demais recomendar que qualquer procedimento estético deve ser feito somente com profissionais devidamente habilitados para isso, em locais que disponham das devidas autorizações.

Ainda sobre a questão do bronzeamento, vale lembrar também dos perigos das câmaras de bronzeamento artificial. Muito embora esses aparelhos estejam proibidos no país desde 2009, devido aos riscos que representam, ainda há locais que seguem oferecendo esses serviços de forma clandestina. É evidente que, em lugares assim, a saúde e a segurança do cliente são as últimas preocupações. Fugir de lá é a única coisa sensata a se fazer.

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