O uso dessas substâncias é indicado na falha terapêutica dos tratamentos já consagrados. Para tanto, exige-se a prescrição pelo médico responsável e a apresentação de laudos que comprovem tal necessidade, além de termos de responsabilidade por parte do profissional que prescrever o tratamento.
Tanta cautela para que o uso seja feito somente em situações muito específicas dá-se pelo fato de que ainda não existem estudos conclusivos sobre os efeitos de longo prazo para o uso contínuo dessas substâncias nos pacientes, apesar de existirem evidências de efeitos benéficos imediatos dos canabinoides em alterações do sistema nervoso central e periférico.
Dessa forma, a orientação da Academia Brasileira de Neurologia para uso da substância restringe-se aos seguintes casos:
– Epilepsias de dificílimo controle, após esgotadas todas as demais alternativas terapêuticas;
– Esclerose múltipla: no tratamento da espasticidade e da dor neuropática ou central, desde que esgotadas as demais possibilidades terapêuticas;
– Doença de Parkinson e outros distúrbios do movimento: o uso terapêutico só seria indicado em casos de distúrbios do movimento em que os tratamentos convencionais disponíveis falharam e a qualidade de vida do paciente esteja muito comprometida.
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