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Diagnóstico de Paralisia Cerebral é um ponto de partida, e não uma sentença fechada

Produzido por
Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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Um diagnóstico de Paralisia Cerebral (PC) NÃO é uma sentença fechada. Ele é o ponto de partida para uma jornada que inclui, sim, necessidades especiais e inúmeros desafios, mas cujos desdobramentos irão depender de muitas variáveis e possibilidades a serem consideradas. Cada história é única, havendo sempre muito a ser feito para propiciar o melhor desenvolvimento possível para cada indivíduo.

A Paralisia Cerebral é um agravo cerebral permanente e não evolutivo, com diferentes níveis e tipos de impactos sobre o desenvolvimento físico e/ou intelectual e comportamental entre os pacientes, que precisam ser avaliados de forma individualizada e de receber atenção multidisciplinar

Para um bom início de conversa, convém ter em mente o que significa dizer que uma criança tem Paralisia Cerebral: esse é o indicativo de que, em alguma área do cérebro, há uma lesão/problema de caráter permanente e não evolutivo – ou seja, o agravo cerebral não progredirá, mas estará ali, para a vida toda. Em geral, esse agravo (isto é, essa lesão ou problema) deve-se a alguma intercorrência durante a gestação, o parto ou ao longo da primeira infância.

Cada situação é avaliada conforme o tipo, o grau e a extensão da lesão – e isso será determinante para a proposta de um plano de tratamento, indicando as abordagens terapêuticas mais adequadas para cada caso (para saber mais sobre os diferentes tipos de PC, CLIQUE AQUI, NESTE LINK). As melhorias almejadas visam os ganhos funcionais possíveis dentro de cada realidade, sendo importante que a família esteja preparada para um acompanhamento multidisciplinar e de longo prazo.

Sendo assim, em uma conversa inicial sobre Paralisia Cerebral, é importante ter clareza sobre estes três conceitos: o significado do diagnóstico, o caráter individualizado do quadro e a noção de que multidisciplinaridade (leia mais sobre este tema clicando AQUI) será uma palavra-chave no acompanhamento de saúde do paciente, possivelmente por toda a sua vida. Em geral, é o médico neurologista ou o neurologista infantil quem coordena o plano de tratamento, que pode então envolver diversas outras especialidades médicas, além de fonoaudiólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos e neuropsicólogos, dentre outros.

Qualidade de vida

Muito bem. Entendidos os três conceitos introdutórios acima descritos, é importante destacar ainda que, a despeito das diversas variáveis que farão diferença em cada situação, existem mais três fatores com impacto direto sobre a qualidade de vida das pessoas com Paralisia Cerebral, que precisam ser observados com atenção pelos familiares e demais envolvidos nos cuidados com esses indivíduos:

  • INÍCIO PRECOCE DO ACOMPANHAMENTO TERAPÊUTICO: o plano de ação, como já vimos, irá variar consoante cada situação, mas quanto mais cedo as intervenções são iniciadas, melhor, pois isso tira partido da neuroplasticidade – que, em linhas gerais, pode ser definida como a capacidade de adaptação das células cerebrais (clique aqui, NESTE LINK, para obter mais informações sobre o tema);
  • O RECEBIMENTO DE ESTÍMULOS ADEQUADOS: os estímulos recebidos nas sessões terapêuticas são importantíssimos, mas eles não devem parar por aí. Tudo na vida dessa criança (na verdade, de qualquer criança) é uma oportunidade de aprendizado e de desenvolvimento para o cérebro. Por isso, é muito importante que a família seja orientada para aproveitar as interações de rotina nesse sentido;
  • UMA VIDA SOCIAL ATIVA: com graus variáveis, as limitações motoras, assim como os comprometimentos cognitivos e dificuldades comunicacionais, são situações recorrentes em quadros de Paralisia Cerebral. Porém, mesmo nas situações mais severas, é preciso cuidar para que a inclusão e a integração aconteçam. Uma vida social ativa é um direito e um fator de saúde crucial para todo ser humano. As oportunidades de interação com outras crianças, assim como o acesso a atividades recreativas e outras vivências comunitárias, precisam fazer parte da vida da pessoa com PC.

Outubro é considerado um mês de conscientização sobre a Paralisia Cerebral, cujo Dia Mundial é assinalado em 06/10. Por isso, neste período, temos reforçado a presença do tema em nossas publicações, especialmente nas redes sociais, com posts e vídeos especiais sobre o assunto. Contudo, esse é um tema transversal em nossas pautas, ao longo de todo o ano, assim como nos conteúdos fixos do site, principalmente nos materiais relacionados aos campos da Neurorreabilitação e Neurologia Infantil, e igualmente em relação a terapêuticas como os tratamentos com toxina botulínica, a Neuromodulação, os acompanhamentos fonoaudiológicos, psicoterápicos, etc.

Logo aqui abaixo, deixaremos uma relação de links para quem desejar saber mais sobre todos esses temas nos canais da Clínica Vita:

Essa publicação foi atualizada em 19 de outubro de 2021 12:34

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