A Associação Mundial de Medicina do Sono (World Association of Sleep Medicine) estima que, atualmente, cerca de 45% da população mundial seja afetada por distúrbios do sono, sendo que 21% dos adultos dormem menos de seis horas por dia – duas horas a menos do que o ideal recomendado.
Não dormir o necessário prejudica o raciocínio, a concentração e a memorização, além de afetar o humor. Para as pessoas que sofrem de enxaqueca (cerca de 30% da população), o sono irregular é um dos principais gatilhos conhecidos para o surgimento das crises.
Mas os prejuízos da privação de sono para a saúde podem ser ainda mais graves: existem comprovações científicas de que pessoas que dormem mal têm maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares, obesidade, hipertensão, diabetes, câncer, Alzheimer e doenças psiquiátricas, em geral.
A insônia crônica atinge cerca de 25% das pessoas em todo o mundo. Hábitos pouco saudáveis (como tabagismo, consumo de álcool e drogas em geral), sedentarismo, má alimentação, excesso de estímulos sensoriais e de exposição a aparelhos eletrônicos, jornadas de trabalho inadequadas, além de uma má gestão do estresse, estão diretamente relacionados à incidência cada vez maior do problema.
Fazer o quanto antes as adaptações que forem possíveis na rotina, a fim de ganhar noites de sono mais relaxantes e satisfatórias, é algo que não só impacta de imediato a qualidade de vida, como, a longo prazo, pode garantir mais saúde e alguns anos a mais de vida.
DICAS PARA MELHORAR A QUALIDADE DO SONO
– Faça atividade física REGULAR: incluir exercícios na rotina ajuda muito a regular o relógio biológico, assim como todas as funções do organismo. Mas atenção: evite atividades intensas à noite. Deixe a corrida e os exercícios aeróbicos para serem feitos ao longo do dia;
– Desenvolva o SEU ritual: criar uma rotina de preparação para a hora de dormir ajuda a mente a ir se desligando dos acontecimentos do dia. Algumas boas maneiras de ir desacelerando são: tomar um banho relaxante à noite, ouvir músicas calmas e realizar leituras sobre temas leves e positivos;
– Cuide da alimentação: uma alimentação saudável e bem balanceada ajuda o organismo a funcionar melhor e, certamente, irá beneficiar o sono. Alimentos estimulantes, como os que contêm cafeína (café, determinados chás e refrigerantes) devem ser evitados à noite, assim como os gordurosos, que tornam a digestão mais difícil. Por outro lado, existem diversos chás conhecidos por ajudar a relaxar e estimular o sono: camomila, casca de maçã, alecrim e maracujá são alguns deles;
– Procure ajuda: se mesmo realizando adaptações e buscando ter uma rotina mais saudável, a dificuldade em conciliar o sono persiste, procure ajuda médica. A Medicina do Sono está aí para auxiliar e oferecer alternativas para melhorar esse aspecto tão importante de nossas vidas.
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