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Entenda as diferenças entre depilação a laser e luz intensa pulsada

Produzido por
Dra. Tallita Rezende

Dermatologista

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Decidi iniciar uma série aqui, nas minhas colunas, no Blog da Vita, falando sobre os critérios para a escolha de tratamentos a laser e luz intensa pulsada (LIP), por algumas razões que considero muito importantes para os pacientes neste momento:

1) O fato de estarmos no final do inverno e de ser ainda um período bastante estratégico para quem deseja realizar alguns procedimentos, se preparando para o verão;

2) A percepção de que, por um lado, temos o excelente fato desses tratamentos estarem se tornando cada vez mais populares e acessíveis, mas, por outro, estamos vendo surgir também serviços oferecidos com critérios para lá de duvidosos;

3) A convicção de que, estando bem informados, os pacientes têm uma melhor condição de fazer escolhas assertivas, alcançando os melhores resultados e a máxima satisfação dos seus objetivos.

Por isso, hoje quero apontar mais detalhadamente algumas diferenças entre depilação a laser e depilação com luz intensa pulsada (LIP).

Não se trata de apontar se uma técnica é melhor que a outra, mas de mostrar que existem diferenças bastante significativas entre essas tecnologias e que a indicação de cada uma depende de um diagnóstico criterioso, levando-se em conta diversas variáveis que irão fazer toda a diferença nos resultados e nos níveis de satisfação do paciente.

Vamos, então, a alguns pontos importantes:

– Comprimento de ondas: o laser emite um comprimento de onda específico, que atinge e destrói somente o pelo, mantendo íntegra a pele ao redor. Já a luz intensa pulsada (LIP) emite diversos comprimentos de ondas e, por isso, ao ser disparada, não lesa apenas a raiz do pelo, mas também toda a área que penetrou. Isso exige que o disparo do LIP, para ser seguro, seja feito com cargas menores de energia, o que resulta em menor eficiência para erradicação do pelo, exigindo um número maior de sessões para o alcance de resultados efetivos;

– Número de sessões: um plano de depilação definitiva a laser geralmente prevê de cinco a seis sessões, com intervalos de um mês entre cada uma, e manutenções pontuais a cada cinco anos (ou nem isso). No caso do LIP, pelas razões descritas no primeiro tópico, o número de sessões previstas é sempre maior: entre 10 e 20, também com intervalos mensais entre elas. As manutenções desse tratamento precisam ser anuais.

– Tipo de pelo: o LIP costuma resultar em resposta muito boa em pelos mais grossos e escuros. Mas, no caso de pelos claros e finos, os melhores resultados são mesmo alcançados com o tratamento a laser. O equipamento tipo Solon, por exemplo, possui a tecnologia tipo Multi Wave Hair, que é capaz de remover diretamente até os pelos mais finos.

– Tom de pele: pessoas com pele mais escura ou áreas escurecidas na pele exigem cuidados especiais na hora de realizar a depilação definitiva. Nesses casos, o laser costuma ser mais indicado que o LIP, devido ao fato de conseguir focar somente no pelo, sem atingir a pele ao redor e, com isso, haver o risco do surgimento de manchas.

Falando de efeitos colaterais:

Ano a ano, as tecnologias disponíveis são aprimoradas e a diminuição dos efeitos colaterais ou possíveis incômodos para o paciente durante a realização dos procedimentos são uma constante preocupação.

Embora a dor seja uma percepção que varia muito de pessoa para pessoa, hoje em dia praticamente todos os equipamentos modernos contam com dispositivos que visam minimizar a sensação dolorosa na hora em que o disparo de energia atinge e queima o pelo. Isso é alcançado por meio do uso de ponteiras resfriadas, minimizando a sensibilidade no local. Anestésicos tópicos também costumam ser utilizados para essa finalidade.

De qualquer forma, uma leve vermelhidão e a pele ligeiramente mais sensível são situações esperáveis, logo após uma sessão de laser ou de LIP. Cremes ou loções calmantes podem ser aplicadas no local, sendo que o uso de filtro solar é a medida mais importante para a preservação da área contra possíveis efeitos colaterais. Banhos de sol também devem ser evitados nos 10 dias subsequentes.

Um alerta importante a se fazer sobre o uso do LIP é que a sua utilização, se for feita com nível de energia muito abaixo do recomendado, em vez destruir o pelo, acaba por estimular as células-tronco do bulbo capilar, fazendo um efeito contrário ao desejado, ou seja, aumentando o crescimento de pelos nas áreas próximas à região tratada.

Essa é mais uma razão para que a eleição do tratamento para a depilação definitiva seja feita somente após uma consulta com um DERMATOLOGISTA devidamente habilitado para esse tipo de procedimento.

*Dra. Tallita Rezende é dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), e escreve quinzenalmente para o Blog da Vita.

Essa publicação foi atualizada em 26 de agosto de 2019 12:17

As opiniões expressas nesse artigo são de responsabilidade de seus respectivos autores.
Caso deseje entrar em contato conosco, escreva para blogdavita@vitaclinica.com.br
Produzido por
Dra. Tallita Rezende

Dermatologista

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