Um diagnóstico preciso, realizado o mais cedo possível, faz toda a diferença na qualidade e, até mesmo, na expectativa de vida de pessoas que sofrem de doenças neuromusculares ou neurodegenerativas. Quanto mais cedo é iniciado o tratamento, maiores são as chances de amenizar os sintomas e de retardar as complicações.
Porém, essas doenças são, muitas vezes, difíceis de diagnosticar. A investigação do quadro passa, geralmente, por uma avaliação ampla, que pode envolver, além da história clínica do paciente, exame neurológico, testes bioquímicos, testes genéticos, biopsia muscular e a Eletroneuromiografia – exame que avalia o sistema nervoso periférico e que, por causa de suas características, costuma ser cercado de mitos e de temores.
A avaliação da neurocondução é realizada utilizando eletrodos de superfície.
O exame de Eletroneuromiografia é composto por duas partes: a neurocondução, que avalia os nervos e suas fibras sensitivas e motoras, e a eletromiografia, que avalia os músculos nas fases de repouso e contração voluntária.
A avaliação da neurocondução é realizada através de estímulos elétricos de baixa intensidade e intermitentes, emitidos para o membro avaliado, e a resposta é captada por meio de eletrodos de superfície.
No exame de eletromiografia, o músculo é avaliado por meio de eletrodos de agulha e não há estímulo elétrico. Apenas é solicitado ao paciente que faça uma contração muscular.
No exame de eletromiografia, o músculo é avaliado por meio de eletrodos de agulha e não há estímulo elétrico. Apenas é solicitado ao paciente que faça uma contração muscular.
Somente nessa breve descrição, já surgem dois fantasmas: estímulos elétricos (que as pessoas associam ao desconforto do choque) e a presença de agulhas.
A especialista em Neurofisiologia, Simone Amorim, esclarece que a descarga elétrica emitida pelo Eletroneuromiógrafo (o aparelho com o qual é feito o exame) é de baixíssima amperagem.
Isso, segundo ela, pode ser um pouco desconfortável para o paciente, principalmente quando se trata de crianças muito pequenas ou, até mesmo, de adultos que estejam nervosos com o procedimento ou dependendo também do tipo de lesão que a área investigada apresenta. “Mas, no geral, a Eletroneuromiografia não chega a ser um exame doloroso”, garante a médica.
“Muitas pessoas acham que o objetivo dessas pequenas descargas elétricas é estimular a dor, e não é isso. O aparelho capta o comportamento dos nervos e músculos e não é preciso que o paciente sinta dor para isso acontecer. Esse, definitivamente, não é o objetivo do exame”, ressalta.
Quanto ao fantasma das agulhas, a médica observa que o medo do paciente muitas vezes vem do trauma de injeções ou de exames de sangue. “Só que na Eletroneuromiografia, a agulha é muito mais fina e não há injeção de nenhum medicamento. O eletrodo de agulha é descartável é praticamente não há sangramento.
Portanto, quando o médico solicita uma Eletroneuromiografia, o paciente pode estar tranquilo. O exame é rápido, sem efeitos colaterais e deixa a pessoa liberada para seguir com suas atividades normais após a realização. Sobretudo, trata-se de um procedimento importantíssimo para garantir diagnósticos seguros e precisos, fundamentais para o plano de tratamento de diversas alterações neuromusculares.
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