Exame previne AVC em criança com Anemia Falciforme

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Clínica Vita

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Importantíssimo nos quadros em que é preciso investigar com precisão a presença de doença vascular cerebral, ou vasculopatia cerebral, o Doppler transcraniano (DTC) é um exame que pode salvar a vida de crianças que sofram de Anemia Falciforme. O procedimento é fundamental na prevenção de Acidente Vascular Cerebral (AVC) nesses pacientes, visto que o método pode detectar a presença de vasculopatia, uma das principais causas da doença, antes mesmo dela manifestar sintomas.

Segundo a neurologista infantil Rejane Macedo, que é especialista no assunto, as crianças falcêmicas estão mais expostas ao risco de AVC. Essa é uma das complicações neurológicas mais graves da doença.

Na Anemia Falciforme, as hemácias (células vermelhas) assumem formas de “foices” (daí o nome “falciforme”).

Essas células ficam rígidas, alongadas e recurvadas, com extremidades pontiagudas. As hemácias com formato alterado tendem a se agrupar, causando uma inflamação na parede dos vasos cerebrais (vasculopatia), o que pode levar ao bloqueio ou à redução do fluxo sanguíneo do cérebro, aumentando significativamente o risco de AVC nesses casos.

Além disso, há associação de vários outros fatores, como queda de hemoglobina, liberação de fatores inflamatórios cerebrais, que juntamente a uma artéria doente, desencadeiam uma isquemia cerebral, ou AVC,  nos pacientes falcêmicos.

Por isso, os falcêmicos, com idade de 2 a 16 anos, precisam realizar o Doppler transcraniano, no mínimo uma vez por ano. Em alguns casos, o exame deve ser repetido em intervalos mais curtos, como a cada 3 meses, ou até mesmo em 30 dias.

“Para a anemia falciforme, os exames são divididos em três classificações, de acordo com as velocidades de fluxo obtidas em uma única artéria, que é a artéria cerebral média. São elas: normal, condicional e anormal. Esta última indica alto risco de AVC”, explica a especialista.

Quando o resultado é normal, o exame deve ser repetido a cada seis a 12 meses. Quando é condicional, a cada 3 meses. “E, se anormal, a recomendação é repetir mais uma vez em um mês para confirmar e, após dois exames anormais, há a indicação para a criança entrar em tratamento preventivo. Com isso, o risco de AVC cai de 10% para 1% ao ano”, informa a médica.

Apesar de ser tão decisivo para a prevenção do AVC na infância, muitas famílias com crianças falcêmicas deixam de levá-las para realizar os exames por falta de recursos e dificuldades de acesso aos locais que realizam o procedimento.

“O exame é realizado na rede pública, mas em poucos hospitais, e os mesmos não cobrem nem de perto a demanda. Existem alguns programas de iniciativa privada  para a realização do exame, que criam mutirões de DTC para promover a ida de médicos a cidades do interior, ou mesmo em hospitais de capitais, para atender essas demandas”, revela.

Em parceria com a Clínica Vita, a médica desenvolveu um programa para a realização do Doppler transcraniano para crianças falcêmicas com idades entre 2 e 16 anos. No vídeo a seguir, ela explica como é feito o exame.

http://www.youtube.com/watch?v=SKietAuhh8A&feature=c4-overview&list=UUK0jP3twoYsZjUXZ3WC7GmQ

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