adolescente 1 Interesse pelo físico desperta adolescentes para a orientação nutricional

O súbito aparecimento de um apetite voraz de um lado e, de outro, um turbilhão de emoções e dúvidas diante de tantas mudanças no próprio corpo e de uma nova percepção do mundo. Tudo isso pode transformar a adolescência em uma fase muito propícia aos distúrbios alimentares. O que fazer para prevenir esses quadros?

Na percepção da nutricionista Andrea Della Ripa, integrante do Corpo Clínico da Vita, os próprios jovens estão encontrando a saída: a geração que vem crescendo em meio a tantas notícias e informações (muitas delas contraditórias) sobre a importância da alimentação balanceada e de hábitos saudáveis, tem, cada vez mais, pedido aos pais por consultas de Nutrição.

“Hoje em dia, como se fala muito mais sobre alimentação e hábitos saudáveis, vemos que os adolescentes estão se preocupando muito com a alimentação e com as atividades físicas”, aponta Andrea, que tem notado um progressivo aumento de pacientes na faixa dos 12 aos 19 anos em seu consultório, em busca de orientação.

Segundo ela, em geral, o adolescente visa resultados práticos diante de alguma insatisfação ou preocupação com o próprio corpo. Reverter um certo ganho de peso, ganhar massa muscular e melhorar a definição corporal são algumas das demandas que costumam levar esses jovens às consultas. Às famílias, cabe estarem atentas a essas excelentes janelas de ação.

Afinal, o momento em que o adolescente manifesta o interesse de buscar ajuda profissional para atingir os seus objetivos representa uma excelente oportunidade de estabelecer uma relação de confiança com o nutricionista, permitindo que o suporte seja dado de forma segura – evitando a busca de informações por conta própria, em fontes nem sempre confiáveis.

“É muito importante que esse jovem receba, de uma fonte, segura o apoio que ele busca. Ao estabelecer uma relação de confiança conosco, ele, naturalmente, torna-se receptivo à ideia de uma alimentação saudável e bem balanceada, sem medidas extremas e com objetivos realistas”, ressalta Andrea.

A nutricionista lembra também que as cobranças sociais sobre a forma física trazem grandes impactos emocionais e psicológicos nessa fase da vida, e que isso não pode ser minimizado.

adolescente 3 Interesse pelo físico desperta adolescentes para a orientação nutricional

“O jovem, muitas vezes, se sente obrigado a se encaixar em padrões irreais, o que pode abrir espaço para que ele busque medidas radicais, criando as condições para que os distúrbios alimentares apareçam. Entrar com uma boa orientação nutricional o mais cedo possível, aproveitando um interesse manifesto por uma nutrição adequada, é uma importante medida preventiva nesse sentido”, frisa a nutricionista.

Segundo Andrea, embora os princípios básicos de uma alimentação saudável para um adulto possam ser adaptáveis para um adolescente (tais como: beber muita água, ingerir muitas frutas, legumes e verduras e evitar alimentos industrializados), existem particularidades nessa fase que precisam ser levadas em consideração. Nesse período, o consumo calórico pelo organismo é maior e restrições excessivas podem ser perigosas.

Por isso, mesmo com ótimas intenções, nem sempre a família acerta ao tentar agir sem orientação especializada. “A orientação tanto dos pais, quanto dos adolescentes, contribui para que ambos encontrem as melhores alternativas e também para se sentirem seguros em suas decisões”, ressalta a especialista.

Andrea frisa ainda que, quando algum distúrbio alimentar já se encontra instalado, com quadros como compulsão alimentar, bulimia ou anorexia, a assistência precisa ser multidisciplinar. Além do acompanhamento nutricional, a assistência psicológica e médica (com a possibilidade de uso de medicação) são partes fundamentais no tratamento.

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