Nesta semana, cientistas espanhóis anunciaram que, em 10 anos, é bem possível que já esteja no mercado uma vacina que poderá prevenir o aparecimento do Mal de Alzheimer.

Acostumada a lidar com pacientes que têm a doença, a neuropsicóloga Marina Alves comemora a notícia, mas ressalta que, mesmo se essa possibilidade se concretizar, a principal prevenção continuará a ser a de manter a mente ativa.

“Sabemos hoje que o MFotolia 41938795 XS 359x300 Manter a mente ativa é a melhor estratégia contra o Alzheimeral de Alzheimer normalmente acontece quando o indivíduo tem poucas reservas cognitivas. Isso significa que, quanto mais exercitamos o cérebro, melhor”, afirma.

Basicamente, o que ocorre com a pessoa que sofre do Mal de Alzheimer é uma dificuldade na formação de sinapses. Isto é, a “ligação” entre as células do cérebro torna-se deficiente e, sem isso, todo o seu funcionamento fica comprometido.

“Sabemos que existe uma probabilidade genética da pessoa ter a doença. Há também quadros pós Acidentes Vasculares Cerebrais ou pós Traumatismos Cranianos, por exemplo, onde a pessoa desenvolve o Alzheimer. Essa probabilidade pode ser apontada através da avaliação neuropsicológica e, com o auxílio de um neurologista, o tratamento é feito para não deixar o quadro progredir e deixar que a doença chegue no seu grau mais avançado”, explica Marina.

Em todas as situações, segundo a especialista, o mais importante é sempre oferecer estímulos ao cérebro. Leitura, jogos de raciocínio e palavras cruzadas são estratégias válidas nesse sentido, assim como uma vida social ativa.

Conversar, ter amigos, participar de atividades em grupo e também manter-se ativo fisicamente, dentro de suas possibilidades, são fatores fundamentais para o idoso. “Contra o Alzheimer, mesmo com o advento de uma vacina, será fundamental a prevenção e o tratamento adequado”, ressalta Marina Alves.