Movimentar-se é preciso! Se há uma unanimidade entre os profissionais de saúde em relação ao que seria manter um estilo de vida saudável, ela está precisamente na questão do combate ao sedentarismo. Por meio das redes sociais, especialistas de várias áreas têm chamado atenção para a importância das atividades físicas para a saúde sistêmica. Neste início de ano atípico, ainda em meio a um cenário pandêmico e às ameaças da Covid-19, sair da inatividade não só é possível, como necessário.
Médicos apontam diversas razões pelas quais todas as pessoas devem combater o sedentarismo
Enfático nesse sentido, o cardiologista e intensivista Aécio Gois propõe uma meta para 2021: “vamos nos movimentar. Isso vai melhorar a sua vida em todos os aspectos!”, garante o especialista em um vídeo especialmente gravado para os pacientes da Clínica Vita (CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR).
Em seus canais pessoais de comunicação, Dr. Aécio também tem publicado uma série de posts repercutindo estudos científicos que apontam para o impacto positivo da prática regular de exercícios na prevenção de doenças e na longevidade – sempre lembrando, contudo, da importância do check-up e da orientação médica, antes da adoção de uma rotina de treinos.
“Há estudos demonstrando a relação entre a prática de exercícios e a diminuição da mortalidade em grupos de pacientes com diabetes, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer. Além disso, já há também apontamentos claros entre o sedentarismo e o aumento dos riscos de demências“, salienta o médico.
Renata Tirol, clínica médica com prática Ortomolecular, ressalta que a prática de exercícios contribui – e muito – para o equilíbrio hormonal do organismo, ajudando a regular os níveis de substâncias como a insulina, as catecolaminas, a endorfina, o GH e a testosterona, entre outros. “O desequilíbrio hormonal costuma estar na origem de uma série de sintomas que afetam diretamente o bem-estar e a qualidade de vida, além de propiciar o surgimento de doenças”, aponta a especialista.
A prática regular e bem orientada de exercícios contribui para o equilíbrio do sistema hormonal, prevenindo uma série de problemas
Acostumada a conduzir planos de reprogramação de estilo de vida, com a finalidade de impactar nos indicadores gerais de saúde e de obter resultados práticos, como redução de obesidade e controle de outros quadros que afetam a saúde global, a médica explica que “a medida e o tipo de atividade para favorecer esse equilíbrio dependem de cada indivíduo, do seu nível de condicionamento e de suas condições gerais de saúde”.
Em geral, segundo a especialista, atividades leves e moderadas (desde que feitas regularmente e de forma bem orientada), são suficientes para dar grandes contributos à promoção do equilíbrio hormonal.
Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) atualizou para um total de 300 minutos o parâmetro da quantidade mínima de exercícios que deve ser realizada semanalmente para que um adulto saudável não seja considerado sedentário. Dentro dessa recomendação, a orientação da entidade é para que a prática seja fracionada em até uma hora de exercícios, em pelo menos cinco dias da semana, ou então de pelo menos 40 minutos, todos os dias.
Essas contas, entretanto, podem variar, se os exercícios praticados forem de maior ou de menor intensidade, por exemplo. Além disso, conforme salientado pelos médicos, é sempre preciso levar em conta o estado geral de saúde e as condições individuais de cada paciente, sendo por essa razão muito importante haver a avaliação médica prévia e, na hora da prática, a orientação de um profissional de Educação Física.
Na opinião do ortopedista Guilherme Foizer, o suporte adequado é muito importante para permitir que cada pessoa encontre as condições ideais para a sua prática. “O corpo foi feito para o movimento. Parado, surgem as dores e, até mesmo, algumas patologias”, salienta o médico. Em seu consultório, ele costuma receber muitos pacientes com queixas de dores para as quais, em grande parte das vezes, a prática regular e bem orientada de atividades físicas é o melhor remédio.
“Claro, é sempre preciso cuidado para se evitar lesões por exageros ou por atividades feitas de forma equivocada. Mas, mesmo os pacientes com determinadas patologias da coluna, por exemplo, podem e devem praticar exercícios físicos. Com o diagnóstico correto, é possível traçar uma rotina segura, adaptada às condições de cada um”, indica.
O ortopedista Guilherme Foizer durante atendimento: exercícios também são benéficos para quem tem problemas osteomusculares
Essa publicação foi atualizada em 13 de janeiro de 2021 10:26
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