A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) realizou, no último final de semana, o seu 43º exame para concessão de títulos de especialistas, em Campinas (SP). Cerca de 700 médicos foram avaliados e encontraram uma novidade neste ano: a inclusão da artroscopia (procedimento diagnóstico e/ou cirúrgico minimamente invasivo) na prova prática.

O ortopedista, traumatologista e cirurgião da coluna Guilherme Foizer, que integra os quadros da Clínica Vita e que, pelo segundo ano consecutivo, foi um dos avaliadores da SBOT, ressalta a importância do conhecimento dos procedimentos minimamente invasivos para os ortopedistas.

“Trata-se de uma tendência na Ortopedia, em nível mundial. As cirurgias minimamente invasivas nada mais são do que modernas e avançadas técnicas que visam diminuir ao máximo possível os incômodos e os desconfortos para os pacientes que necessitam de uma intervenção”, explica.

O especialista explica ainda que nem todos os pacientes e quadros clínicos têm indicação para procedimentos minimamente invasivos. Entretanto, é importante que os profissionais da área conheçam e dominem essas técnicas para poderem avaliar os casos em que elas representam a melhor alternativa.

“Procedimentos minimamente invasivos, além de mais conforto para o paciente, geralmente significam também menos tempo de internação e um período menor de recuperação. Essas variáveis, em termos de políticas de Saúde, são importantes de serem levadas em conta”, observa.

artroscopia f improf 320x245 Método minimamente invasivo é cobrado em prova de OrtopediaA artroscopia representa um entre diversos procedimentos minimamente invasivos possíveis na área ortopédica. Através do procedimento é possível examinar e, muitas vezes, realizar o tratamento dos danos no interior de uma articulação. Tudo é feito utilizando um aparelho chamado artroscópio, que é inserido no local, através de uma pequena incisão.

“A artroscopia é uma técnica importante para o diagnóstico e o tratamento de muitos problemas na área ortopédica, e é muito positivo que ela já esteja sendo cobrada no exame da SBOT”, opina Foizer.

Porém, o especialista ressalta que existem outras técnicas para as cirurgias minimamente invasivas e que o cirurgião que pretenda se especializar nesse campo precisa trazer no seu histórico uma bagagem de cursos teóricos e práticos especificamente focados nessa área.

Formação do ortopedista

Foizer faz questão de enfatizar, também, a importância do rigor do exame da SBOT. “A entidade atua de uma forma muito ativa e firme para levar à população um profissional de Ortopedia capaz de lidar com os mais diversos problemas, aliando conhecimentos gerais e específicos. A prova de títulos é uma etapa muito importante na habilitação profissional. Os candidatos passaram os últimos três anos se preparando para isso”, pontua.

O amplo exame contou com cerca de 500 examinadores e observadores (professores de todos os serviços credenciados pela SBOT) e constou de provas teórica e oral, além da avaliação física de pacientes (que foi realizada em soldados do Exército Brasileiro) e provas de habilidades, onde são simulados procedimentos cirúrgicos utilizando materiais de última geração, tal como numa cirurgia real.

Os nomes dos aprovados encontram-se no site da sociedade onde também pode-se consultar informações sobre todos os membros da sociedade- www.portalsbot.org.br