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Plano alimentar individualizado favorece o paciente crônico

2017-07-10T00:00:00+00:00 10 de julho de 2017|Artigos|0 Comments

Andréa Della Ripa,
Nutricionista

Praticamente todas as pessoas, de todas as idades, podem se beneficiar de atendimentos de Nutrição Clínica, pois, além da perda ou do ganho de peso, isso é algo que visa a qualidade de vida, de uma forma geral. Por isso, o acompanhamento nutricional é também importantíssimo para quem enfrenta qualquer tipo de quadro crônico ou que esteja inserido em grupos de risco com potenciais para desenvolvê-los.

alimento adequado

A consistência apropriada, as quantidades ideais, associadas a uma boa apresentação são tão importantes quanto a escolha adequada dos alimentos

Dentro de uma equipe multidisciplinar, como acontece nas abordagens voltadas para o campo da Neurorreabilitação, o nutricionista tem um papel estratégico na manutenção do bem-estar do paciente assistido.

A escolha correta dos alimentos, a sua consistência apropriada, as quantidades ideais, associadas a uma boa apresentação dos pratos, são aspectos essenciais para que a alimentação do paciente não deixe de ser prazerosa, ao mesmo tempo em que se mantém equilibrada e nutritiva.

Afinal, a ingestão adequada de nutrientes é essencial para as respostas do organismo aos tratamentos ministrados.

Sem o devido acompanhamento nutricional, pacientes com dificuldades de deglutição ou com alguma alteração neurológica, por diferentes causas (sequelas de AVC, doenças neurodegenerativas, paralisias, etc.) que venham a limitar algum processo associado à alimentação, tendem a reduzir a variedade de alimentos, uma vez que necessitam optar por aqueles mais fáceis de mastigar e de engolir. O risco aí é o de uma dieta empobrecida, mesmo havendo todo o carinho e cuidado da família e dos cuidadores.

Esse é o momento em que a nutricionista pode fazer toda a diferença: sugerindo variações na dieta, alternativas de preparação e, até mesmo, promovendo substituições que permitirão alterações de sabores, cores e texturas que estimularão mais e melhor esses indivíduos a consumir os nutrientes de que tanto necessitam.

Além disso, temos diversos quadros clínicos que predispõem a reações específicas. Comprometimentos neurológicos, determinadas doenças neurodegenerativas ou os próprios tratamentos desses quadros implicam, muitas vezes, em tendências à constipação, diarreia ou algum outro sintoma. A composição da dieta tem de levar essas variáveis em consideração, sem empobrecer o seu valor nutricional.

Em suma: a nutrição trabalha essencialmente com o alimento e as suas funções no organismo. Essa é a essência dessa ciência. Quando uma alimentação bem equilibrada e balanceada não é suficiente para suprir todas as necessidades do indivíduo, recorremos aos suplementos, que jamais devem ser administrados de forma dissociada de todo o plano terapêutico do paciente. Esse é o princípio de um acompanhamento multidisciplinar bem-alinhado, que vise tanto a saúde quanto a qualidade de vida do paciente crônico.

Na verdade, vale lembrar aqui que a prevenção de diversos sintomas por meio de uma alimentação adequada é válida para todo mundo. Esse é sempre um fator que pode ser um ponto de viragem para uma vida mais plena e saudável para qualquer pessoa!

Neste vídeo com a Dra. Simone Amorim, diretora clínica da Vita, falamos mais sobre a importância do acompanhamento nutricional na Neurorreabilitação:

http://https://www.youtube.com/watch?v=108sd2Q8i5w

 

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