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Saber desejar: a chave para uma lista de Ano Novo bem-sucedida

2017-12-29T00:00:00+00:00 29 de dezembro de 2017|Sem categoria|0 Comments

Quase todo mundo já fez pelo menos uma vez na vida uma listinha de Ano Novo ou, pelo menos, já se pegou elencando em pensamento tudo aquilo que deseja mudar no novo ciclo que se inicia. A virada do calendário traz mesmo um simbolismo inspirador para as renovações e os recomeços, não é mesmo?

Mas levante a mão aí quem conseguiu cumprir rigorosamente TU-DO aquilo a que se propôs na entrada deste último ano? É raro, a gente sabe.

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É que, na verdade, traçar objetivos pode ser um processo mais simples do que o de cumprir metas, conforme identifica a psicóloga Cássia Denadai, especialista em Terapia Comportamental Cognitiva (TCC). Ops, mas objetivo e metas não são a mesma coisa? Não, não!

“Esses são conceitos que tomamos emprestados do mundo corporativo. Precisamos entender bem o que eles significam, para que possam realmente nos ser úteis na hora de identificarmos e perseguirmos aquilo que almejamos para nossas vidas”, explica Cássia.

Objetivo é aquilo que você deseja como um resultado final – muitas vezes tendendo, inclusive, a ser mais abstrato, com indicações do tipo: “ser feliz”, “ser reconhecido”, “ter relacionamentos satisfatórios”, “ser saudável”, “ficar rico”, etc. É difícil alcançar as coisas quando elas são assim, tão genéricas.

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Mas as metas podem (e devem) ser mais específicas, preferencialmente, podendo ser mensuradas. Exemplos: trocar de emprego dentro de seis meses, consultar uma nutricionista e adotar um plano de alimentação saudável a partir de janeiro, iniciar uma prática desportiva em fevereiro, e assim por diante.

SABER DESEJAR

Entretanto, na opinião da psicóloga, há nesse processo um desafio ainda maior do que o de saber montar uma lista exequível: o de sabermos identificar O QUÊ realmente desejamos. Segundo ela, frente às pressões sociais e familiares, é muito comum a pessoa “querer desejar” determinadas coisas, mas, no fundo, aquilo não ser de fato algo verdadeiro com as suas vontades.

Nesse movimento equivocado, você pode incluir na sua lista aquela “viagem de sonho a Paris”, pois em algum momento se convenceu de que é isso que “deve” desejar. Mas, na verdade, o seu passeio de realização pode muito bem ser para aquele sítio em Pindamonhagaba, onde você sempre sentiu muito feliz e nunca mais teve oportunidade de voltar. Já pensou nisso?!

Será que o problema então não está em você não conseguir cumprir as metas (e ficar frustrado por isso), mas sim no fato delas, no fundo, estarem muito mais associadas ao que você gostaria de “esfregar na cara da sociedade”, do que com o que realmente lhe faz feliz?

Ai que difícil saber isso, né? Será preciso anos de análise para chegar lá? Pode ser que sim, pode ser que não…

Na Idade Antiga, o Oráculo de Delfos já sugeria: “Conhece-te a ti mesmo”, dando a pista para a rota da auto-realização. Hoje, sabemos que esse processo é longo e que, muitas vezes, vamos sim precisar de ajuda para avançar.

Para aqueles que estão decididos a iniciar a viagem do autoconhecimento e da autoaceitação, traçando uma lista mais realista neste ano, a terapeuta indica começar por um exercício que aplica em consultório: “Se você tivesse uma varinha mágica, o que você mudaria?”

Dica: a sua varinha NÃO pode mudar os outros e nem o mundo à sua volta, mas tem o grande poder de mudar o que você faz com aquilo que recebe da vida. Bora pensar nisso?

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