Sabia que a sua dieta e alguns dos seus hábitos de higiene podem contribuir para perdas auditivas?

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Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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Desde 2017, o Brasil tem um Dia Nacional de Prevenção da Surdez: 10 de novembro. Para marcar a data, as fonoaudiólogas Simone Sperança e Taís Picinini, integrantes do Corpo Clínico da Vita, responderam a diversas questões enviadas por pacientes para as nossas redes sociais, e também listaram, aqui para o Blog, os principais fatores de risco e as medidas essenciais para evitar as perdas auditivas: a exposição diária a ruídos, os hábitos de higiene e até a alimentação podem ter impacto direto na saúde dos ouvidos. Além disso, todas as pessoas necessitam avaliar a sua capacidade auditiva, pelo menos uma vez ao ano.

A surdez é considerada pela OMS como a deficiência com maior impacto sobre a qualidade de vida da população geral, à frente da deficiência visual

A surdez é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), como a deficiência com maior impacto no índice de qualidade de vida da população geral – mais do que a deficiência visual e as dificuldades de locomoção. A perda de audição ocupa o quarto lugar no ranking mundial de ocorrência de doenças, e costuma implicar em sérios comprometimentos para as atividades sociais e laborais, assim como para as relações interpessoais, resultando em grandes impactos psicoemocionais, e podendo contribuir, até mesmo, para o declínio cognitivo. “A questão é tão séria que a OMS elegeu a prevenção da surdez como uma das suas cinco prioridades para este século”, ressalta Taís.

Principais causas

Conforme explicam as fonoaudiólogas, diversos fatores podem levar à perda parcial ou total da audição, dentre eles: acúmulo de cera nos ouvidos, infecções (otites), imobilização de um ou mais ossos do ouvido, viroses, meningites, uso de certos medicamentos ou drogas, propensão genética, exposição a ruídos de alta intensidade, presbiacusia (perda da audição provocada pela idade), traumas na cabeça, defeitos congênitos, alergias, problemas metabólicos e tumores.

Algumas dessas situações são mais facilmente manejáveis, enquanto outras são mais difíceis, chegando mesmo a ser impossível a reversão do quadro. Por isso, hoje, há um grande esforço pela conscientização em relação aos cuidados com a saúde auditiva. Isso inclui a revisão de diversos hábitos, assim como a realização periódica de exames para avaliar a audição.

“Existem alguns fatores genéticos ou congênitos que aumentam os riscos, mas os nossos hábitos também têm grande impacto na saúde auditiva. O uso constante de fones de ouvido, tão difundidos entre os jovens, é um exemplo. Eles passam muitas horas com o equipamento e, em geral, com o volume mais alto do que o recomendável. Isso certamente trará sérias consequências”, aponta Simone Sperança.

Riscos em fones e cotonetes

Engana-se, porém, quem pensa que só o fato de evitar barulho e zelar por um ambiente acusticamente confortável é o suficiente. A higiene realizada de maneira ineficiente ou inadequada também pode ser prejudicial. “Em relação aos fones, por exemplo, as pessoas precisam ser orientadas de que é preciso higienizar sempre o equipamento que se introduz nos ouvidos e não compartilhar os mesmos, pois eles têm potencial de ser veículos para a contaminação por bactérias, que podem gerar infecções”, salienta Taís.

Relativamente ao uso das famosas hastes flexíveis (cotonetes), as fonoaudiólogas frisam que deve se manter restritas à parte externa das orelhas e jamais serem introduzidas na cavidade auricular. “Ao fazer isso, além do risco de introduzir a haste de forma mais profunda e atingir partes sensíveis do aparelho auditivo, a pessoa, em vez de promover a limpeza, está, na verdade, contribuindo para o acúmulo de cerume no meato acústico externo – e isso vai prejudicar a audição”, explica Simone, recomendando que a limpeza interna dos ouvidos seja feita periodicamente em consultório, por um otorrinolaringologista.

Alimentação também tem impacto

Mas se a exposição ao barulho e a introdução de objetos nos ouvidos parecem questões óbvias, poucas pessoas têm a noção de quanto os hábitos alimentares também podem impactar a saúde auditiva. Café e doces em excesso, por exemplo, são maléficos. “A cafeína e o açúcar são prejudiciais para as células responsáveis pela captação dos estímulos sonoros”, explica Taís.

Uma alimentação bem balanceada e livre de açúcar e cafeína em excesso contribui para a saúde auditiva

Por outro lado, alimentos com ômega 3 e ácidos graxos nos ajudam a ouvir melhor. Entram nessa lista itens como sardinha, atum, salmão, nozes, castanhas em geral, chia, linhaça, entre outros. Agora sabemos então que aqueles alimentos já recomendados pelos nutricionistas como componentes importantes de uma dieta bem balanceada também contribuem para manter os ouvidos saudáveis!

Exames e avanço da idade

Mesmo com todos os cuidados, o avanço da idade também pode ser, por si só, um fator para a ocorrência de perdas auditivas. “Existe uma condição natural chamada presbiacusia, que afeta a captação de frequências agudas em ambos os ouvidos e leva a perdas auditivas progressivas. Esse quadro atinge 25% das pessoas entre os 55 e os 65 anos, chegando a afetar 50% da população acima de 70 anos. A hereditariedade e a exposição a ruídos são fatores que aumentam esses riscos”, explica Simone Sperança.

A recomendação da OMS é de que TODAS as pessoas realizem avaliações do comportamento auditivo a cada 12 meses, sendo que aquelas que se expõem a ruídos devem fazê-las a cada seis meses. A detecção precoce das perdas auditivas é importantíssima para a realização de intervenções que possam conter o seu avanço e, ao mesmo tempo, trabalhar o paciente de forma terapêutica para mitigar os impactos funcionais, sociais e psicológicos.

SAIBA MAIS

  • O Dia Nacional de Prevenção da Surdez foi instituído em 2017 pelo Ministério da Saúde, como símbolo de luta pela educação, conscientização e prevenção para os problemas advindos da surdez, junto à população brasileira, que tem, aproximadamente, 5,8 milhões de pessoas com algum grau de surdez – nome dado à impossibilidade ou dificuldade de ouvir;
  • No Brasil, TODAS as crianças recém-nascidas devem realizar o “Teste da Orelhinha”, até o 28º dia de vida. Alguns fatores considerados como de maior risco, devendo ser especialmente monitorados, são: casos de surdez na família; nascimento prematuro, baixo peso ao nascer, uso de antibióticos tóxicos ao ouvido e de diuréticos no berçário, além de infecções congênitas, principalmente sífilis, toxoplasmose e rubéola;
  • TODAS as pessoas precisam de cuidados para a manutenção de uma saúde auditiva, o que inclui:- Evitar exposição constante a ruídos e, quando isso for inevitável, usar equipamentos de proteção sonora (como no caso de determinados ambientes laborais, por exemplo);
    -Evitar o uso constante de fones de ouvido e, se utilizá-los, manter na metade (ou menos) do volume máximo, lembrando ainda que esse é um equipamento de uso pessoal, que NÃO deve ser compartilhado com ninguém e que deve ser sempre bem higienizado. Além disso, o fone NÃO deve ser usado somente em uma orelha – se o uso for necessário, por razões profissionais, por exemplo, lembrar de alterná-lo a cada 30 minutos;
    – Jamais introduzir objetos pontiagudos nos ouvidos, como canetas, grampos, etc. Os cotonetes também são contraindicados;
    – Manter uma alimentação saudável e bem balanceada, evitando excesso de café e açúcar, além de privilegiar alimentos com ômega 3 e ácidos graxos;
    – Realização de avaliações audiológicas a cada 12 meses, pelo menos (seis meses, no caso de pessoas expostas a ruídos).

Essa publicação foi atualizada em 14 de novembro de 2021 08:28

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