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Toxina botulínica é usada no controle da salivação

2012-07-27T00:00:00+00:00 27 de julho de 2012|Destaques, Neurorreabilitação, Notícias|0 Comments

Uma boa parte das patologias ou problemas que afetam o sistema nervoso não têm cura. Porém, hoje, o que deixa muito animados os especialistas na área é a possibilidade de oferecer a esses pacientes e aos seus familiares alternativas terapêuticas que podem aumentar significativamente a qualidade de vida desses indivíduos.

Um quadro muito comum em pacientes com comprometimento do controle muscular – como no caso de crianças portadoras de paralisia cerebral, adultos vítimas de AVC e, principalmente, em pessoas com doenças neurodegenerativas – é a dificuldade de controlar o fluxo salivar. Clinicamente, chama-se a isso de sialorreia. Popularmente é comum ouvir o relato sobre os incômodos da “baba”.

A saliva, porém, tem um importante papel na saúde bucal e no sistema digestivo. Muitas vezes, o paciente com algum comprometimento neurológico que afete o controle muscular, simplesmente tem dificuldade de engolir a saliva que ele produz, como faz a maioria das pessoas. Mesmo que elas queiram, muitas vezes não conseguem “dar o comando” da deglutição – o ato de engolir.

Hoje, já existe tratamento para contornar os efeitos da sialorreia. Além de medicamentos orais, esses pacientes podem contar com a ajuda da toxina botulínica. Administrada em doses adequadas, essa substância é capaz de promover na glândula salivar uma redução da produção da saliva.

Com a redução do volume salivar, esses pacientes terão maior chances de serem bem sucedidos nas tentativas de deglutição. Além disso, muitos indivíduos que necessitam constantemente passar por processos de aspiração (retirada mecânica do excesso acumulado de saliva) podem ficar livres desse procedimento ou necessitarem fazê-lo de forma mais espaçada.

Dito isto, o que se pode afirmar, seguramente, é que algumas injeções guardam o potencial de representar um grande ganho para o conforto, a segurança, a sociabilidade e a qualidade de vida dessas pessoas. Ou seja, já é possível falar de um avanço na saúde global do paciente neurológico, o que é muito animador.

 

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