Neuromodulação

O que é Neuromodulação?

A Neuromodulação é um procedimento por meio do qual é possível obter modificações (modulações) a nível cerebral, que levam a melhorias de desempenho no Sistema Nervoso Central (cérebro/medula) e/ou Periférico (nervos periféricos). Com isso, pacientes com diversas condições clínicas podem ser beneficiados. Dentre eles, estão as pessoas em processo de reabilitação física e/ou cognitiva (como no caso de pacientes com Paralisia Cerebral; doenças neurodegenerativas, como o Parkinson, e também pessoas que sofreram traumatismos ou AVCs, dentre outras situações). A Neuromodulação não-invasiva também tem especial indicação para o tratamento da depressão, da ansiedade e também no tratamento de sintomas relacionados à esquizofrenia (alucinações). Alguns sintomas relacionados ao TOC, ao TDAH e ao TEA também podem ser abordados com o procedimento. Entretanto, é importante frisar que a Neuromodulação é sempre um processo individualizado, sendo indispensável, em primeiro lugar, uma avaliação especializada de cada caso. Abaixo, relacionamos uma série de questões esclarecedoras sobre a Neuromodulação não-invasiva:

Saiba mais

A Neuromodulação é um procedimento por meio do qual é possível conseguir modificações (modulações) a nível cerebral, com equipamentos de alta tecnologia. Existem técnicas invasivas e não invasivas, com muitos estudos científicos que embasam as indicações para diversas situações clínicas. Somente uma avaliação clínica pode determinar qual é a melhor técnica/indicação para cada situação, sendo que na Clínica Vita trabalhamos essencialmente com a Neuromodulação não invasiva, que pode ser feita em consultório, sem a necessidade de internação ou alterações na rotina do paciente.

Existem procedimentos de Neuromodulação invasivos (realizados cirurgicamente) e não invasivos, realizados em consultório, como os que dispomos aqui, na Clínica Vita (EMT e ETCC).

Na Clínica Vita, trabalhamos com duas das principais técnicas não invasivas de Neuromodulação: a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) e a Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (ETCC). As indicações para cada tipo de técnica obedecem às evidências apontadas em estudos científicos para as populações adulta e pediátrica.

A Neuromodulação por Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) é feita utilizando um equipamento de alta tecnologia, que age sobre as áreas do cérebro/Sistema Nervoso, por meio de campos eletromagnéticos. Como o próprio nome indica, as técnicas de Neuromodulação permitem a modulação das respostas do Sistema Nervoso a determinadas situações e estímulos que, no caso da EMT, são ondas eletromagnéticas (semelhantes às utilizadas nos aparelhos de ressonância). O paciente é acomodado em uma cadeira confortável e, utilizando uma touca específica, recebe as ondas emitidas pelo aparelho, operado por um profissional especializado (um fisioterapeuta neurofuncional ou um médico habilitado para o procedimento), seguindo o plano de tratamento traçado pela equipe que avaliou o caso.

A Neuromodulação feita por meio da Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (ETCC), como o nome indica, utiliza corrente elétrica contínua e de baixa intensidade, emitida diretamente na área cerebral de interesse e/ou em pontos do sistema neuromuscular. O procedimento é feito por meio de um pequeno aparelho, que emite os pulsos através de pequenos eletrodos.

Durante a Neuromodulação feita por Estimulação Magnética Transcraniana (EMT), a pessoa pode sentir uma leve vibração (normalmente, sem incômodos). Não é necessária preparação prévia e, depois da sessão, que, em geral dura de 20 a 30 minutos, o paciente pode seguir normalmente para as suas atividades cotidianas. Em alguns casos, o paciente pode referir uma leve dor de cabeça após a sessão, sendo esse desconforto facilmente controlado com analgésicos convencionais. A melhoria da qualidade do sono (mais profundo e mais reparador) é o principal efeito colateral relatado na EMT. Já no caso da Neuromodulação por Estimulação Transcraniana de Corrente Contínua (ETCC), durante o procedimento, o paciente pode sentir os “choquinhos” na área trabalhada, mas, em geral, também sem apresentar referência a dores ou incômodos.

Atualmente, existem diversas indicações para a Neuromodulação não invasiva, com estudos e evidências científicas, tanto para a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT), quanto para a Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (ETCC). A lista de situações é grande, indo desde transtornos psicoemocionais (como a depressão e a ansiedade), passando por sintomas associados a transtornos neuropsíquicos (como os associados ao TEA, TOC e TDAH, dentre outros) e as terapias cognitivas (memória, fala, etc.), até os processos de reabilitação física. Somente uma avaliação individualizada de cada caso pode confirmar se há indicação para a Neuromodulação e qual será a melhor técnica a utilizar em cada situação (EMT ou ETCC).

Sim, a Neuromodulação não invasiva pode ser realizada em crianças, a partir dos 4 anos de idade, e em adultos de todas as idades.

Como já foi referido, existe uma série de situações em que técnicas de Neuromodulação não invasivas podem ajudar. No caso dos pacientes em idade adulta, algumas das situações em que o procedimento é mais utilizado são:

  • Depressão e ansiedade;
  • Terapias cognitivas (memória, fala, etc.);
  • Determinados sintomas associados ao TDAH, TEA, TOC e outros transtornos neuropsíquicos;
  • Distúrbios do Movimento;
  • Reabilitação física;
  • Tratamento da dor crônica;
  • Tremor essencial.

Como já foi referido, existe uma série de situações em que técnicas de Neuromodulação não invasivas podem ajudar. No caso dos pacientes infantis, algumas das situações em que o procedimento é mais utilizado são:

  • Distúrbios motores da Paralisia Cerebral (tais como: movimentos distônicos / distonias, melhora funcional dos membros superiores, da marcha e sustentação do tronco e da motricidade fina, além de promover ajustes dos movimentos da criança);
  • Determinados sintomas relacionados ao TDAH, TEA, TOD, etc.;
  • Déficits cognitivos, de comunicação e de fala;
  • Foco e concentração;
  • Ansiedade e insônia.

O número de sessões necessárias em cada situação é definido pelo médico especialista na técnica, a partir da avaliação do paciente e do histórico do seu quadro clínico. Em geral, o plano de tratamento envolve ciclos de 10, 15 ou 20 sessões (diárias ou intercaladas), podendo variar para mais ou para menos, conforme cada situação.

Sim, a Neuromodulação é muito bem-vinda em associação a outros tratamentos! É possível afirmar que, em inúmeras situações, esse procedimento tem a importantíssima função de “efeito primer” – que é o de melhorar as condições de base, a nível do Sistema Nervoso, para o paciente responder a outros estímulos terapêuticos. Nas áreas da Neurologia e da Neurorreabilitação, chamamos sempre a atenção para a importância da interdisciplinaridade, e a Neuromodulação figura aqui como um importante método complementar a outras abordagens, melhorando sensivelmente as condições do paciente, no sentido de evoluir em seu tratamento de saúde.

  • Ansiedade e depressão (o procedimento já é reconhecido como tratamento de primeira linha para esses quadros);
  • Alucinação auditiva da esquizofrenia (o procedimento já é reconhecido oficialmente como importante coadjuvante no tratamento para esse quadro);
  • Transtornos comportamentais que se associam a dependência química (evidencia baixa);
  • Distonia;
  • Distúrbio bipolar;
  • Distúrbios cognitivos;
  • Doença de Parkinson;
  • Dores crônicas/fibromialgia;
  • Enxaqueca;
  • Epilepsia;
  • Sequelas pós-AVC;
  • Sequelas pós-TCE (traumatismo cranioencefálico);
  • Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC);
  • Tremor Essencial.

Agende com um especialista

Agende sua consulta

Clínica Vita: Botox, Neurologia e referência em tratamentos especializados

R. dos Pinheiros, 498 – Conj. 81 – Pinheiros, São Paulo – SP, 05422-000

(11) 2309-4590