Tratamento com Botox

   

A toxina botulínica, conhecida popularmente como Botox, tem se mostrado uma excelente aliada no tratamento de doenças da área neurológica, que dificultam ou comprometem os movimentos do paciente, tais como: paralisia cerebral, sequelas pós-derrame e traumatismos cranianos.

O tratamento com Botox está no rol de procedimentos dos planos de saúde.

Para entender o que é o tratamento com Botox na área neurológica é preciso, primeiro, conhecer o conceito de Neurorreabilitação. Esse é um conceito relativamente novo na Medicina, mas muito importante para uma ótica moderna no tratamento do paciente com quadros neurológicos crônicos.

Cada vez mais, há um entendimento maior de que os tratamentos bem-sucedidos são, ao mesmo tempo, multidisciplinares e individualizados.

É cada vez menos aceitável que o diagnóstico de uma doença neurológica crônica seja, automaticamente, uma sentença de isolamento social e de uma vida completamente vegetativa, por maiores que sejam as limitações ou necessidades especiais do paciente – seja ele uma criança com uma condição genética rara ou um adulto que convive com sequelas de um trauma ou de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), por exemplo.

Nesse contexto, o tratamento com Botox figura como um grande trunfo, por duas grandes razões:

• O tratamento com Botox é, em si mesmo, uma terapêutica eficiente e que proporciona grandes melhorias em sintomas como distonia, espasticidade, sialorreia, blefaroespasmo, entre outros.
• O tratamento com Botox é também um grande aliado de outras terapêuticas, potencializando resultados em áreas como Fisioterapia, Fonoaudiologia, à medida que melhora as condições de manejo e as respostas do paciente.

A Neurorreabilitação é um processo global e dinâmico, orientado para melhorar as condições físicas e psicológicas do paciente neurológico crônico, tendo em vista a sua reintegração social. Esse é um conceito que está associado a uma ideia mais ampla de saúde e de qualidade de vida. Nesse aspecto, o tratamento com Botox surge como um grande aliado das terapêuticas multidisciplinares, pois melhora as condições gerais dos pacientes assistidos.

O tratamento com Botox pode ser útil em inúmeros quadros crônicos na área neurológica.

Entre esses quadros estão, por exemplo, as doenças metabólicas de ordem genética, as sequelas de quadros infecciosos ou as complicações do parto, como a paralisia cerebral, lesões por traumas, sequelas pós-AVC, entre outras.

Nesses casos, o tratamento com Botox costuma figurar como peça-chave importante para a melhoria geral das condições físicas do paciente, à medida que melhora significativamente sintomas como distonia, espasticidade, sialorreia, etc.

O plano de tratamento é multidisciplinar e varia de acordo com cada quadro e paciente, podendo envolver os seguintes especialistas:

• Neurologistas;
• Neurologistas infantis;
• Fisiatras;
• Enfermeiros;
• Neuropsicólogos;
• Fisioterapeutas;
• Terapeutas ocupacionais;
• Fonoaudiólogos;
• Psicólogos;
• Assistentes sociais.

Não, nem todos os profissionais que atuam na área de Neurorreabilitação estão aptos a realizar tratamentos com Botox – embora as expertises de todos esses especialistas sejam importantes para os cuidados dedicados às melhorias das condições dos pacientes.

O profissional que realiza tratamento com Botox, quando este está incluído no plano de tratamento do paciente, é um médico (neurologista, neurologista infantil ou fisiatra) devidamente treinado e com a experiência necessária para essa terapêutica.


Diversas patologias, em crianças e adultos, podem acarretar lesões no sistema nervoso central e resultar na perda de controle e de força muscular, pois os impulsos nervosos passam a ser emitidos de forma ineficiente ou descontrolada do cérebro para os músculos.

O uso da toxina botulínica: aplicada diretamente no músculo prejudicado, essa substância é capaz de bloquear a passagem do impulso nervoso para o músculo afetado, levando a um “relaxamento”.

Com o "relaxamento muscular" alcançado pela toxina botulínica, o paciente experimenta uma melhora na amplitude dos seus movimentos.



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