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A história do Antônio

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Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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“Descobri que, embora amamentar não seja tão simples como parece, o fundamental é a informação e a perseverança.”
Carolina Lopes

A frase acima faz parte de uma história de vida que começou há apenas cinco meses: a história do Antônio, o bebê que tem sido nosso garoto-propaganda aqui no blog quando o assunto é aleitamento materno. A mãe do Antônio chama-se Carolina, tem 29 anos, e está vivendo pela primeira vez a experiência da maternidade e de amamentar. Além de aceitar o convite para fazer algumas fotos para o Blog da Vita, o relato que ela nos enviou poderá ajudar muitas mães a persistir no propósito de dar de mamar.

Mesmo muito bem informada sobre os benefícios do aleitamento materno, tanto para mãe quanto para o bebê, Carolina enfrentou dificuldades no começo, momentos de insegurança, o choro do bebê indicando que algo não corria bem e, para piorar, conselhos tolos incentivando-a a abandonar a empreitada e ceder à mamadeira. Mas ela fez também descobertas valiosas dentro do seu movimento de resistência. Vejamos o que ela diz:

“O Antônio foi desejado e cuidadosamente planejado. Desde o início, amamentá-lo foi um desejo e algo considerado fundamentalmente necessário para a sua saúde. Li muito sobre o assunto e todos os seus benefícios. Aos sete meses de gestação uma amiga (um anjo, na verdade!) me indicou o serviço do banco de leite do Hospital da Polícia Militar do Espírito Santo, onde fui recebida com muito carinho e orientação para um atendimento individualizado e gratuito. Descobri que a maioria das cidades grandes possui este serviço em hospitais públicos, complemente gratuito!

Recebi várias informações sobre como o leite é produzido no seio, como deve ser posicionado o bebê, quanto aproximadamente ele mama por vez, como devemos fazer para que ele faça a “grande boca” (posição essencial para que não “rache” o seio!). Enfim, uma série de informações super úteis.

Porém, no quarto dia após o nascimento do Antônio, eu, recém-mãe, com um recém-nascido nos braços, com muito leite nos seios, e após a conhecida “descida do leite”, não conseguia amamentá-lo. Fiquei completamente perdida e com muita dor. Como era possível, pois eu tinha todas as informações, muita pesquisa e leitura?

Recorri novamente à enfermeira do banco de leite para outra consulta – mal sabia ela que, embora fosse uma premissa a questão da amamentação, mantive escondidos no canto do armário uma lata de leite em pó e uma mamadeira para emergências, dos quais quase lancei mão nesse dia, dado o desespero de vê-lo chorar de fome, com meu leite empedrando no seio super cheio. Felizmente a experiente enfermeira sabia o que fazer e me aplicou uma massagem vigorosa – e muito dolorida por sinal -, retirando em seguida, com a ajuda de uma bomba, o excesso de leite. Logo após o Antônio foi colocado para mamar, e o fez vigorosamente.

De lá para cá, todo o processo de amamentação foi maravilhoso, nenhuma rachadura no seio, o leite descendo normalmente, e o Antônio engordando em média 1,2kg por mês. Além de todas essas vantagens, voltei ao meu peso normal em apenas um mês, acredito que muito por conta da amamentação exclusiva.

Embora tenha escutado de várias pessoas que eu “não teria leite o suficiente, por ser muito magrinha” (o que é uma grande bobagem!), aprendi que todas as mulheres são plenamente capazes de amamentar seus filhos!

Também não poderia deixar de comentar sobre a parte emocional. Além de o Antônio não ter tido nenhuma doença, nem mesmo uma gripe, hoje ele é uma criança muito segura, capaz de brincar sozinho, consegue dormir a noite toda e é bastante tranqüilo. Saber que isso se deve em grande parte ao fato de ele mamar exclusivamente no peito, me dá uma satisfação imensa e uma grande emoção. Vê-lo mamar me transporta ao mesmo sentimento de seu nascimento, é como se o ato de alimentá-lo me fizesse sentir como se ele nascesse novamente a cada nova mamada.

Com tudo isso, descobri o tamanho da responsabilidade de alimentar nossos frágeis bebês e como isso é importante para eles e para nós. Descobri ainda que embora amamentar não seja tão simples como parece, o fundamental é a informação e a perseverança, porque no fim das contas, amamentar é, antes de mais nada, um ato do mais puro e profundo amor.”

A história do aleitamento do Antônio é, de fato, inspiradora. É importante a dica dada por sua mãe sobre os serviços gratuitos de bancos de leite, que dão orientações, informações e ajuda nesse sentido. Além disso, as mães devem estar atentas ao fato de que amamentar, assim como todo o processo de cuidar do bebê, irá implicar em possíveis dificuldades, dúvidas e temores. O mais importante é não desistir e procurar ajuda especializada, sempre.

Para saber mais sobre os benefícios da amamentação para o desenvolvimento neuropsicomotor da criança, confira o post “Descobertas sobre a amamentação”.

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