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Ácido Hialurônico é o ativo da vez contra o envelhecimento

Por Tallita Rezende,
Dermatologista

A procura por tratamentos estéticos permitiu o desenvolvimento de diferentes procedimentos e produtos para retardar o envelhecimento e a combinação de diferentes técnicas é a melhor forma de ser conseguir uma pele bonita e jovem.

Não é apenas uma pele sem rugas ou manchas que confere a uma pessoa uma aparência mais jovem. Com o tempo, ocorre perda do colágeno e da gordura subcutânea, o que resulta em flacidez com progressivo comprometimento do volume facial. Entender esse processo é fundamental para se compreender a utilidade dos preenchedores, que têm a função de repor o volume perdido.

Dentre os preenchedores disponíveis no mercado, o Ácido Hialurônico é o mais utilizado nos consultórios médicos para tratamento de rugas, vincos e perda de volume facial. Em outras palavras: o ácido hialurônico (AH) é o ativo da vez na dermatologia, contra os sinais de envelhecimento.

Na verdade, trata-se de uma substância produzida pelo organismo humano, que tem uma enorme capacidade de reter a água nas células cutâneas, garantindo hidratação e, por consequência, o viço e beleza da pele.

O AH é usado injetável, com o objetivo de promover um preenchimento embaixo das rugas e vincos, e nas áreas com perda de volume – sintomas que desaparecem imediatamente após o procedimento, já que a substância vai ocupar o volume de colágeno e gordura perdidos. O AH é uma substância naturalmente absorvida pelo corpo, não sendo necessária sua retirada.

A aplicação é feita no consultório (com uma anestesia local ou anestésico tópico aplicados previamente), com agulhas bem finas ou cânulas, que levam a substância até a área a ser preenchida. O resultado aparece na hora; logo após a aplicação pode ocorrer um pequeno edema no local, que desaparece entre 24 e 48 horas depois.

O resultado pode durar de seis meses a dois anos, dependendo do tipo de ruga que foi tratada, da qualidade do ácido hialurônico utilizado e do organismo de cada um.

O tipo de preenchimento, a região a ser tratada e o plano de aplicação devem ser definidos no exame local pelo médico, pois existem diferentes composições e formulações disponíveis no mercado, o que influencia no resultado desejado. Por exemplo, em sulcos mais profundos usamos material mais denso; já nos lábios, material menos denso, para garantir naturalidade.

O ácido hialurônico é uma subtância muito versátil, podendo ser usado no tratamento de praticamente todos os tipos de sinais e vincos, como o contorno da mandíbula, que compromete o desenho do rosto denunciando o envelhecimento, sulco nasogeniano (também conhecido como Bigode Chinês), bochechas, queixo, lábios e nariz. Também é utilizado no preenchimento das mãos, para melhorar o aspecto emagrecido que elas adquirem com passar dos anos.

Apesar de parecer simples, o preenchimento com AH requer muito bom senso por parte dos médicos, pois os riscos existem. Eles variam desde pequenos nódulos palpáveis ou aparentes, por acúmulo de produto em algum ponto, até a perda da naturalidade, quando se injeta em demasia.

Os danos provenientes do exagero e da aplicação em local incorreto, além de comprometerem o efeito natural, podem levar os pacientes a uma fisionomia caricata, com bochechas proeminentes que parecem de bonecos.

O único jeito de fugir dessa armadilha é escolher com muito rigor o médico. Seguir a indicação de alguém que tenha feito, com bons resultados, e pesquisar o currículo do médico pode evitar surpresas desagradáveis. Consulte sempre um médico dermatologista, que seja membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

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