Açúcar em excesso eleva riscos do câncer instestinal

No início deste mês, falamos aqui no Blog da Vita sobre o “Setembro Amarelo”, ressaltando a campanha temática de combate ao suicídio, ao longo deste mês (confira aqui o post sobre este tema). Mas o mês também tem uma outra cor temática: o verde. Trata-se da campanha de prevenção do câncer intestinal e, sobre isso, há algumas considerações importantes.

Oncologistas têm sido categóricos em afirmar que é inequívoca a relação direta entre o tipo de dieta adotada por uma população e a incidência de casos de câncer. Isso aponta para uma necessidade urgente de conscientização sobre o que escolhemos colocar no prato.

As estatísticas apontam que cerca de 30% dos tumores estão relacionados à alimentação, sendo o câncer intestinal um dos mais diretamente relacionados aos hábitos alimentares. Estudos mostram que dietas excessivamente ricas em carboidratos e carnes gordurosas aumentam os riscos desse tipo de tumor.

Basicamente, o que acontece quando há o consumo exagerado de carboidratos (que se convertem em açúcar no nosso organismo) é um aumento drástico nos níveis de insulina no organismo, o que, conforme já ficou cientificamente comprovado, dá energia para a atividade de células cancerosas.

Carboidratos simples estão relacionados a uma maior incidência de câncer intestinal

Por outras palavras: a insulina elevada serve de “alimento” para o câncer!

Por isso, existe hoje um forte estímulo à troca de carboidratos simples (como a batata, o arroz branco e as massas em geral) por carboidratos complexos (como batata doce e outras raízes, arroz e massas integrais). A mudança é vista como algo benéfico na dieta de todas as pessoas e, especialmente, na dos pacientes em tratamento oncológico.

A gordura animal também é outro fator que exige atenção para esses pacientes. Sendo assim, ganha cada vez mais força o entendimento de que a dieta do paciente oncológico precisa ser especialmente formulada com vistas nesses dados conhecidos.

Com isso, o apoio nutricional vem sendo indicado como um elemento importante no tratamento do câncer, ressaltando-se a necessidade de um atendimento individualizado por um nutricionista, para que o paciente possa ter suas necessidades específicas levadas em consideração no plano alimentar.

Outro aspecto que vale ressaltar em relação aos estudos sobre a relação entre câncer e alimentação são os indicativos cada vez mais fortes de que o consumo de determinados tipos de verduras e legumes beneficia o combate às células alteradas. Ou seja, uma dieta saudável contribui diretamente na prevenção da doença, e isso é algo válido para todas as pessoas.

Em relação ao câncer intestinal, especificamente, estudos também apontam o sedentarismo (confira aqui um post específico sobre este tema). como um importante fator de risco. Obesidade, tabagismo, alcoolismo, avanço da idade, histórico familiar também figuram como fatores que exigem atenção.

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