Manter a capacidade cognitiva, mas perder o domínio sobre a linguagem oral e/ou escrita. Esse quadro tem o nome de AFASIA, e costuma ser uma sequela de alguns problemas neurológicos, exigindo terapia fonoaudiológica para a reabilitação do paciente.
Em graus variados, o paciente afásico apresenta dificuldade na elaboração de discursos. Não saber o nome das coisas, construir frases sem nexo e adotar falas repetitivas são algumas das situações frequentes nesses casos. Algumas vezes, a dificuldade de compreender / interpretar corretamente o que se ouve também pode estar presente.
Segundo a neurofisiologista e neuropediatra Simone Amorim, diretora clínica da Vita, a afasia geralmente surge quando há alguma lesão em áreas do cérebro responsáveis pela compreensão da linguagem.
“Diversas patologias podem levar a essa sequela: traumatismos, tumores cerebrais, doenças infecciosas, AVCs, etc. Quando identificamos esse quadro e o paciente já está estabilizado, nós encaminhamos à terapia fonoaudiológica, que é muito importante no processo de reabilitação desses indivíduos”, explica a médica.
De acordo com fonoaudióloga Joyce Fialho, integrante da equipe da Dra. Simone, “o trabalho fonoaudiológico visa a recuperação da linguagem, levando o paciente a refazer conexões e a reaprender associações”, para que ele seja capaz de compreender novamente o significado das palavras e de se comunicar de maneira eficiente.
A diretora clínica da Vita, Simone Amorim, e a fonoaudióloga Joyce Fialho ressaltam a importância do trabalho multidisciplinar na área da Neurorreabilitação
“É importante ressaltarmos que, às vezes, o indivíduo perde a capacidade de articular as palavras, mas, em geral, ele não terá a capacidade cognitiva comprometida. Ele continua a reconhecer as pessoas, a si mesmo e as coisas do mundo à sua volta, embora tenha perdido – parcial ou totalmente – o domínio da linguagem”, detalha a fonoaudióloga.
Basicamente, o processo fonoterápico, nesses casos, consiste em um treinamento cerebral para a reaprendizagem e/ou recuperação e domínio da linguagem. Isso é feito por meio de dinâmicas com estímulos específicos e exercícios que são feitos durante a sessão de Fonoaudiologia e também depois, pelo paciente, com a assistência de familiares ou cuidadores.
“Dominar a linguagem, ser capaz de falar de forma compreensível, de se fazer entender e de entender o que os outros dizem é retomar a capacidade de plena comunicação. Isso é algo importantíssimo para esse paciente se sentir integrado ao ambiente à sua volta, impactando diretamente também no seu emocional, à medida que ajuda a recuperar a sua autoconfiança. O bem-estar e a qualidade de vida que perseguimos em um processo de neurorreabilitação também passam muito por aí”, conclui Joyce.
Essa publicação foi atualizada em 24 de agosto de 2019 18:30
A Paralisia Cerebral apresenta características e necessidades individualizadas, que exigem acompanhamento multidisciplinar e ajustado para cada caso. Veja as abordagens…
A Neuromodulação não invasiva tem ajudado pacientes com as mais diversas condições. O procedimento promove a plasticidade cerebral, através da…
Hoje em dia, quase todo mundo já ouviu falar sobre os benefícios terapêuticos da toxina botulínica. Assim como já ocorreu…
Agora, uma conversa com pais e familiares. Espasticidade é o nome de um sintoma muito prevalente em crianças com comprometimentos…
Não é por acaso que a Clínica Vita é atualmente o maior serviço privado do país na terapêutica com toxina…
Clínica Vita oferece treinamento a médicos de todo o país interessados na terapêutica com toxina botulínica na área neurológica. O…