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Afinal, as crianças estão mais inteligentes?

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Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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Para o senso comum, a resposta é quase unânime, algo está a se passar e, definitivamente, as crianças estão mais espertas e aptas a transitar por este mundo tão complexo e cada vez mais virtual. A diferença está nos estímulos que esta geração está recebendo, desde o nascimento. Entender esse mecanismo pode ser uma chave importante para sabermos como educar e lidar com esses pequenos notáveis.


“Até os três anos de idade, a pessoa vive o ápice no número de sinapses, ou seja, de conexões entre os neurônios, que o cérebro humano é capaz de fazer. Isso significa o quê? Significa que quanto mais cedo a pessoa é estimulada a qualquer atividade, maior facilidade ela tenderá a ter para transitar bem naquela área”, explica a neurologista infantil Simone Amorim.

A explicação científica justifica, portanto, o fato de nossas crianças apresentarem tanta desenvoltura na manipulação de aparelhos como celulares, notebooks, tablets, etc.
“O cérebro humano não mudou. O que mudou foi o ambiente em que a criança está crescendo e se desenvolvendo. Elas estão sendo expostas à tecnologia e ao conceito de realidade virtual desde o nascimento, praticamente, o que faz com que elas transitem com maior naturalidade por todo esse aparato e este conceito tecnológico”, detalha a neurologista.

Portanto, os estímulos que nós e todo o ambiente em que vivemos estamos oferecendo às crianças são, hoje, ricos, diversificados e de níveis de complexidade nunca antes vistos. Os pequenos, por sua vez, estão simplesmente correpondendo a isso. E muito bem, por sinal.

É justamente aqui que mora o maior desafio para quem educa. Afinal, pensamos com uma cabeça analógica e estamos educando uma geração completamente digital.
Neste momento de descontinuidade, ou seja, de mudanças tão profundas no ambiente em que o ser humano nasce, cresce e se desenvolve, somos convidados a encontrar formas de continuar passando, para as gerações futuras, valores éticos e morais que independem do ambiente on ou off line.

“A criança de hoje e os jovens podem estar cada vez mais conectados, mas, à família e aos pais, principalmente, cabe continuar reforçando o convívio social, bem como normas e valores éticos e morais que valem tanto para a vida on como off line”, ressalta Simone Amorim.

Veja mais sobre o assunto na reportagem “Geração C”, levada ao ar pelo SBT, no último dia 25. Na matéria, a drª. Simone, diretora clínica aqui da Vita, é ouvida sobre o tema.

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