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Alerta médico: 50% das pessoas com diabetes não sabem que têm a doença

Produzido por
Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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As autoridades de saúde estimam que quase 10% da população mundial tenha diabetes, sendo que mais da metade desse contingente nem sequer desconfia da presença da doença, que pode evoluir silenciosamente, mas que está entre as 10 principais causas de mortes de pessoas com menos de 60 anos em todo o planeta. Apesar de alarmantes, as estatísticas também apontam para uma saída, uma vez que 90% dos diabéticos apresentam o Tipo 2 da doença – aquele que está mais diretamente relacionado ao estilo de vida. Isso significa que conscientização e a mudanças de hábitos podem salvar muitas vidas e evitar muitas complicações.

Sedentarismo, obesidade, má alimentação e estresse estão entre os principais fatores que contribuem para o surgimento do diabetes ao longo do tempo, especialmente a partir dos 45 anos de idade. Cada uma dessas condições é, por si só, um dado de risco, não sendo raro acabarem compondo um círculo vicioso, que exige determinação e ajuda especializada para que seja rompido.

Ao longo desta quinzena, a endocrinologista Lívia Gonçalves responde a questões de internautas sobre diabetes, no Instagram da Clínica Vita

A endocrinologista Lívia Firmino Gonçalves, que integra o Corpo Clínico da Vita, aponta o exemplo do estresse: quando estamos sob tensão, tendemos a buscar mecanismos de compensação e, com isso, acabamos por buscar alimentos mais calóricos (como açúcares, gorduras e até bebidas alcoólicas). Também nos sentimos exaustos para atividades físicas. Além disso, o nosso organismo libera uma série de substâncias que fazem subir a glicemia (nível de açúcar no sangue), a fim de termos a energia necessária para enfrentar as “situações de risco”.

“A combinação desses eventos, associada a um histórico familiar ou pessoal de diabetes, favorece o desenvolvimento da doença. A falta de um programa alimentar consciente e de atividades físicas que visem atenuar os efeitos do estresse crônico abrem caminho para o surgimento do quadro, com o passar dos anos”, explica a médica.

Despertar para as mudanças

As campanhas de sensibilização visam, então, despertar as pessoas para as vantagens de se transformar os círculos viciosos em ciclos virtuosos o mais cedo possível, antes que o problema se instale e que as complicações aconteçam. “É importante fazermos as pessoas entenderem que o diabetes é uma doença que se instala de forma progressiva. A glicemia vai aumentando ao longo dos anos”, salienta Lívia, explicando que o fator considerado normal é abaixo de 100mg/dL de sangue, mas que um paciente dificilmente apresenta sintomas, até que esses níveis cheguem à casa dos 180mg/dL.

Por isso, junto com a mudança de hábitos cotidianos, é preciso manter também as consultas e os exames periódicos em dia, lembrando de voltar ao médico dentro dos prazos corretos, para apresentar os resultados. “O diabetes realmente é um quadro que pode evoluir silencioso por muito tempo e que, quando começa a mostrar os seus sintomas, implica em maiores riscos de complicações – que podem ser muito graves, levando a óbito ou impactando muito as condições de vida da pessoa, que corre o risco de chegar a ter de amputar membros, de perder a visão ou de conviver com as dores neuropáticas, causadas pelas lesões dos nervos e pelo aumento da sensibilidade”, aponta a especialista, acrescentando ainda que o quadro também eleva os riscos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e ataques do coração, dentre outros eventos nocivos.

Controle eficaz é possível e essencial

Se, por um lado, a prevenção é uma medida crucial para se reverter a alta incidência do diabetes junto à população geral, por outro, a descoberta precoce do quadro e o seu manejo adequado também têm papéis importantíssimos para se evitar os piores desfechos.

Apesar do Tipo 2 ser a forma mais comum, existem outros tipos de diabetes – sendo alguns mais relacionados a questões autoimunes, inclusive. Em todos os casos, conforme explica a Dra. Lívia, as piores e maiores complicações costumam ocorrer devido à falta de controle adequado da doença – o que, hoje em dia, pode ser feito de forma completamente eficaz, por meio dos recursos terapêuticos disponíveis na Medicina.

Durante toda a segunda quinzena deste mês, Lívia vem respondendo a questões de pacientes no Instagram da Clínica Vita (o conteúdo é publicado diariamente nos stories, e também estará acessível em um destaque temporário na BIO do perfil). Novembro é considerado o Mês Azul, em referência às ações de combate ao diabetes, cujo Dia Mundial foi celebrado no último dia 14.

PRINCIPAIS FATORES DE RISCO PARA O DIABETES:

  • Obesidade;
  • Sedentarismo;
  • Alimentação desequilibrada;
  • Colesterol elevado;
  • Estresse mal controlado;
  • Tabagismo;
  • Privação de sono;
  • Ovários policísticos;
  • Idade superior a 45 anos;
  • Fatores genéticos.

PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES RELACIONADAS AO DIABETES NÃO CONTROLADO:

  • AVC;
  • Falência renal;
  • Infarto;
  • Dificuldade de cicatrização, aumentando o risco de infecções, que podem levar a amputações;
  • Problemas nos nervos (disfunções de sensibilidade, ocasionando sensações de formigamentos, dormências e/ou dores neuropáticas);
  • Problemas de vista e até perda total da visão;
  • Problemas gengivais.

MELHORES FORMAS DE EVITAR O DIABETES E SUAS COMPLICAÇÕES:

  • Manter em dia as consultas e os exames de rotina;
  • Consultar um endocrinologista, caso apresente um ou mais dos fatores de risco listados acima (SEM aguardar pelo surgimento de sintomas);
  • Seguir à risca as prescrições médicas para a prevenção ou para o controle do quadro, caso ele já esteja instalado.

Essa publicação foi atualizada em 23 de novembro de 2021 11:34

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Clínica Vita

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