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Atitudes positivas que podem salvar o ano escolar

Produzido por
Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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Outubro é um mês especial para quem lida com crianças e adolescentes. E não é só por causa do Dia das Crianças, dos presentes e das comemorações. Este é um momento do ano delicado para aqueles que estão em idade escolar e isso também representa um desafio a mais para os educadores.

A proximidade dos exames finais e, para muitos alunos, o risco de fracassar em uma ou mais disciplinas faz deste um momento tenso. Da parte dos adultos envolvidos com a educação, as atitudes e posturas adotadas nessa fase, bem como as mensagens de reforço ou pressão que passamos, podem fazer muita diferença para a criança e o adolescente.

A psicóloga e especialista em terapia comportamental cognitiva Cassia Nicoletti observa que um dos pontos-chave no processo educativo é, sempre que possível, reforçar a autoestima da criança ou adolescente. “Vejo  em situações de clínica, quando a criança sente que me ensina algo, ela se sente ´toda poderosa´; ou seja, mostrando interesse em aprender aquilo que ela quer me ensinar, eu potencializo essa satisfação e, aí, a autoestima que estava lá no chão sobe e dá força para ela prosseguir no caminho do aprendizado. Ou seja, devemos trocar as posições ensinar-aprender, independente de quem é professor e quem é aluno”, explica.

No ambiente escolar, porém, nem sempre é fácil levar adiante essa proposta. “A escola, mesmo adotando recursos tecnológicos, não mudou sua práxis”, ressalta a terapeuta, lembrando que nosso sistema educacional ainda é muito centrado num modelo onde “somente o professor detém o saber e o aluno tem que adquiri-lo, como se fosse uma relação onde ´eu dou e você recebe e engole´”.

A esse respeito, a colunista da Folha de São Paulo Rosely Sayão, que é psicóloga e consultora educacional, escreveu o seguinte na sua última coluna: “O fato é que com a família em transição e a escola congelada seria preciso rediscutir as funções de ambas e, inclusive, criar as bases do que poderíamos chamar de ´parceria escola-família’ “. O texto completo – que propõe um debate tão polêmico quanto interessante – está neste link.

Mas, qual seria então a saída para aquele aluno que está com problemas aqui e agora? Como devem agir os pais preocupados com os filhos que estão com notas aquém do desejável ou que estão simplesmente tensos com as pressões da chegada do final do ano?

Para Cássia, não há fórmulas mágicas, mas o reforço positivo em lugar das recriminações ou juízos de valor que desqualifiquem o aluno que não vai bem são sempre as melhores alternativas.

“Muitas vezes, os pais ficam muito preocupados em sentar com os filhos para fazer o dever, mas também é muito importante estar com os filhos simplesmente reforçando a satisfação da convivência. O mais importante é descobrir a chave para que o próprio escolar se sinta valorizado e cheio de estímulos para buscar o aprendizado”, sintetiza. Ela ressalta ainda que, na condição de adultos, somos educadores natos e não precisamos ter conhecimento de Física, Química e Biologia, por exemplo, para sermos referência para as crianças e jovens.

“Posso citar minha própria experiência como mãe de duas meninas, como eu agia diante das dificuldades delas: algumas vezes, eu as orientava a buscar ajuda na escola – com colegas que tivessem mais facilidade com o conteúdo e/ou nos plantões de dúvidas que a escola dispunha. Entretanto, em qualquer ocasião, eu fazia perguntas como alguém que estava aprendendo junto com elas e, ao responderem para mim e terem que ensinar algo do que sabiam do conteúdo, elas resgatavam alguma informação de sala de aula e saíam dizendo: ´já sei, pode deixar!´ Assim, finalmente, o grande problema que atormentava até então deixava de existir. Agindo dessa forma somos mediadores e, ao mesmo tempo, construtores do saber – uma construção que deve acontecer na relação com o outro”, relata a especialista.


Algumas dicas:

 

  • Nunca é tarde para os pais conversarem com os filhos sobre a escola e os temas que estão sendo estudados – mesmo que os pais sintam que não tenham condições de “ensinar uma tarefa”, deixar que os filhos falem sobre elas e ouvir com interesse é uma forma de estimulá-los.
  • Sempre que possível, também é válido apontar a relação entre os temas estudados na escola e a aplicação prática na vida, no dia a dia.
  • Encorajar e ajudar o filho a encontrar atitudes e hábitos positivos de estudo também são estratégias eficazes. É importante respeitar e estimular o horário da criança fazer suas lições e mostrar que, após isso, ela sempre terá também tempo com os pais, a família e os amigos, um tempo dedicado ao convívio puro e simples e não somente à execução de tarefas.

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