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Clínica Vita na vanguarda dos conceitos sobre Neurorreabilitação

Simone Amorim,
neurologista infantil e neurofisiologista

Não basta aprender. Em Saúde (e acredito que em todas as áreas da vida), necessitamos estar em constante busca de aperfeiçoamento. Por isso, neste meio de ano, antes de partir para um breve período de férias, estive em dois eventos internacionais, sobre os quais gostaria de trocar duas palavrinhas com vocês aqui pelo blog.

Começando pela última experiência: de 08 a 12 de julho, acompanhei o 12º Congresso Mundial de Medicina Física e Reabilitação. Com aulas diárias, das 9h às 18h, tivemos oportunidade de fazer um alinhamento geral sobre conceitos, terapêuticas e abordagens atualizadas nesse campo.

Medicina Física e Reabilitação é a área médica que visa tratar o paciente que sofreu alguma lesão ou doença que atinja diretamente sua capacidade física e/ou cognitiva. O objetivo do tratamento de reabilitação é devolver ao paciente a sua funcionalidade, melhorando a sua qualidade de vida e o reinserindo, dentro de suas possibilidades, em sua vida cotidiana, social e laboral.

No meu caso, especificamente, tenho interesse especial na reabilitação de pacientes com sequelas neurológicas, ou seja, naquilo a que chamamos Neurorreabilitação. Entram aí, por exemplo, os quadros como paralisia cerebral, sequelas motoras e cognitivas pós-AVC, pessoas com doenças crônicas, como o Parkinson e o Alzheimer, pessoas que sofreram lesões cerebrais, etc.

Além de ver que cada vez está mais firme a visão de que os quadros crônicos ou as sequelas neurológicas não representam necessariamente sentenças de perdas progressivas e/ou de vidas vegetativas, testemunho também a consolidação das terapêuticas com toxina botulínica como uma grande via para a viragem na qualidade de vida desses pacientes.

É boa a sensação de que estamos no caminho certo. Cerca de 15 anos atrás iniciei minha jornada por esse campo, quando o tema ainda era muito incipiente no Brasil. Em São Paulo, a Clínica Vita foi pioneira na administração da terapêutica com toxina botulínica na área da Neurologia Infantil e uma das primeiras nos pacientes neurológicos adultos. Atualmente, já contamos também com o procedimento guiado por ultrassom, sendo que agora, no âmbito do congresso, tive oportunidade de participar de mais uma imersão sobre essa técnica e de, novamente, comprovar que estamos alinhados com o que há de mais avançado no segmento.

Mas a satisfação que quero compartilhar com vocês não para por aí. Algumas semanas atrás, estive em Miami (EUA), para o II Congresso Pan-Americano Sobre Doença de Parkinson e Outros Distúrbios do Movimento. Qual não foi a minha surpresa quando, durante uma das palestras, vejo o trabalho de um dos integrantes de nosso Corpo Clínico, Dr. Diego dos Santos, sendo citado!

O tema em questão era a Neuromodulação Profunda (DBS) como terapêutica promissora na Doença de Parkinson. Quem é da área sabe o quanto são criteriosos os crivos para que um trabalho/estudo/artigo seja citado/referido em um contexto como esse! Vou pedir licença aqui para dizer que transbordei de orgulho por contarmos hoje com o Dr. Diego em nossa equipe.

Cabe ressaltar ainda que, hoje, na Clínica Vita, também já dispomos da terapia de Neuromodulação para o tratamento da depressão. Mais uma abordagem de ponta, que sabemos que vem respaldada por estudos e resultados consistentes e que vem para proporcionar melhorias no bem-estar e na qualidade de vida de pacientes com os mais diversos quadros clínicos.

Essa publicação foi atualizada em 6 de agosto de 2018 12:03

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