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Consultas, diagnósticos e prescrições são vetados em canais virtuais

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Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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Em tempos de redes sociais e aplicativos, a frase “Doutor, você pode dar só uma olhadinha?” ganhou outro nível de abordagem.

Cabe ao médico estabelecer as regras de uso de canais virtuais de comunicação com o paciente.

A solicitação já não se restringe mais a situações pontuais, onde profissionais de saúde já estão acostumados a serem abordados informalmente fora do consultório. Demandas dessa natureza passaram a chegar também nas caixas de mensagens dos celulares e nas redes sociais, a qualquer tempo e hora, muitas vezes acompanhadas por fotos dos problemas que afligem os pacientes.

Mas aquilo que na percepção do paciente pode ser uma demanda bastante simples, encaminhada ao seu médico, a um médico amigo ou mesmo a um médico cujo perfil ele descobriu na Internet, para o profissional é algo que esbarra em limitações práticas e em questões éticas.

Em Saúde, os problemas se dão em um campo bem real e concreto. O corpo é um sistema complexo e, quando alguma parte falha ou adoece, dificilmente algum canal virtual conseguirá substituir uma análise física presencial, feita pelo especialista.

Além disso, as normas do Conselho Federal de Medicina são claras. O médico está impedido de consultar e diagnosticar por telefone ou pela Internet. Em seus canais de Comunicação, inclusive, a entidade tem intensificado esse alerta.

A Resolução 2.116/2015 do CFM enfatiza o caráter insubstituível da consulta presencial na prática clínica.

Para a diretora clínica da Vita, Simone Amorim, “a campanha do CFM é muito importante e extremamente bem-vinda”. Na sua visão, a “educação para o uso” em relação às tecnologias tem de ser também uma iniciativa do médico, na sua prática diária, durante a interação com o paciente.

“Ao disponibilizarmos um canal de contato, é importante esclarecermos que a finalidade disso é para situações pontuais e que, até mesmo por respeito ao próprio paciente, não devemos – e não podemos – fazer avaliações sobre quadros clínicos e realizar diagnósticos por meios virtuais”, opina.

A dermatologista Tallita Rezende recebe muitos pedidos de “consultas n-line”.

A dermatologista Tallita Rezende conhece bem essa realidade. Ela, que mantém um blog e perfis em redes sociais para falar sobre temas relacionados à tríade pele, saúde e estética, recebe pedidos frequentes de “consultas on-line”.

Segundo a médica, as perguntas vão desde pedidos de indicação do melhor remédio para tratar problemas já diagnosticados, até solicitações para ela indicar o que acha que pode ser algo apresentado pela pele, a partir de descrições dos sintomas, feitas no Facebook ou no Instagram, por exemplo.

“Quando estou diante desse tipo de demanda, explico que obedecemos a normas que visam prezar pela ética e o respeito ao paciente e à Medicina. Procuro explicar também tudo o que envolve uma consulta presencial e o porquê dela ser tão importante”, diz.

Com bom humor, o cardiologista Aécio Gois conta que, mesmo em sua especialidade, também acontece de pessoas quererem ser medicadas pelo WhatsApp, enviando fotos.

“Todas as vezes que algo assim acontece, eu explico que só conseguirei fazer o diagnóstico vendo pessoalmente, porque, além da possibilidade de realização de exames, ao vivo temos a comunicação sem filtros, e isso é fundamental para o médico se situar diante de todo o quadro do paciente”, diz.

Rejane Macedo procura manter canais de comunicação com pais de pacientes, mediante o estabelecimento de algumas normas.

A orientação para o uso dos canais de comunicação também é uma realidade para a neurologista infantil Rejane Macedo. Ela procura manter canais de comunicação virtuais, abertos a pais de pacientes em tratamento, pois acredita que isso ajuda para a orientação sobre alguma situação específica que já estiver sendo monitorada.

“Mas, por norma, nunca respondo sobre qualquer quadro clínico novo sem uma nova consulta presencial, pois sabemos que isso é imprescindível”, ressalta, acrescentando que “normalmente, os pais dos pacientes entendem e reconhecem a atitude como zelo, respeito e cuidado com a saúde da criança.”

Essa publicação foi atualizada em 26 de agosto de 2019 11:25

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