Contração muscular exagerada é tratada com toxina botulínica

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O uso da toxina botulínica para tratar pacientes que sofrem com a Espasticidade (contrações musculares exageradas) será o tema central de um encontro que reunirá médicos de toda a América latina, neste final de semana, na Cidade do México, no México, “Stepping Forward in Spasticity Management to Achieve Patients Goals”.

A terapêutica tem sido cada vez mais usada por especialistas para a reabilitação de pacientes com sintomas e sequelas na área neurológica.

Os quadros conhecidos clinicamente pelo nome de Espasticidade, nos quais um ou mais músculos do corpo sofrem contrações exageradas, podem ser altamente dolorosos, incômodos e limitantes para os pacientes.

Diversas patologias levam à Espasticidade e essa condição pode acometer desde crianças na mais tenra idade até idosos, conforme explica a neurologista infantil e diretora clínica da Vita, Simone Amorim, que estará presente no evento científico no México.

Portanto, a Espasticidade não é uma doença, mas sim um sintoma de algumas patologias neurológicas. Ela acontece quando o sistema nervoso central sofre algum agravo, como a falta de oxigenação, e as células nervosas perdem a capacidade de exercerem suas funções, o que leva a hipertonia muscular, ou seja, à contração excessiva dos músculos.

A discussão de casos clínicos e a troca de experiências sobre a terapêutica com a toxina botulínica são os grandes objetivos do encontro internacional neste final de semana.

Nas crianças, quadros de paralisia cerebral e de doenças genéticas neurodegenerativas estão associadas à Espasticidade. Já nos adultos, a associação frequente é com as sequelas de Acidente Vascular Cerebral, de traumatismo crânio encefálico ou com a evolução de doenças crônicas, como a Esclerose Múltipla, Doença de Parkinson, e Alzheimer, conforme explica Simone.

“A toxina botulínica é uma grande aliada no tratamento desses quadros neurológicos, por causa de sua importante ação no relaxamento dos músculos”, detalha a médica. A técnica é administrada por neurologistas ou fisiatras, sendo que o número e a frequência das aplicações varia de acordo com cada caso e as condições gerais do paciente.

A especialista revela que, progressivamente, a terapêutica vem sendo cada vez mais associada aos trabalhos de reabilitação. “A toxina botulínica é uma aliada importante na reabilitação neurológica dos pacientes e deve sempre ser inserida em um programa multidisciplinar, onde estejam envolvidos o médico fisiatra, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais”, diz.

Produzido por
Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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