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Covid-19: seis hábitos indispensáveis dentro do chamado “novo normal”

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Polêmicas à parte sobre as nossas políticas sanitárias, o isolamento social vai sendo afrouxado entre a população, e essa é uma realidade com a qual teremos de lidar. Serviços e comércios estão sendo reabertos, enquanto, por outro lado, a contaminação pelo novo coronavírus segue em curva ascendente. Nem é preciso ser especialista para deduzir que isso exige uma série de adaptações, para que a retomada da vida social seja feita da forma mais segura possível.

Usar máscara para frequentar espaços públicos, mudar a forma de cumprimentar e manter a distância são alguns dos novos hábitos

Sendo assim, é hora do chamado “novo normal” entrar em cena. Novos hábitos de higiene dentro e fora de casa, novas regras de etiqueta para o convívio social e uso regular de itens como álcool em gel e máscaras, nada disso deve mais ser visto como questões temporárias. São elementos e comportamentos a serem assimilados à nova realidade, até que surja a tão esperada vacina ou algum medicamento comprovadamente eficaz contra as complicações da Covid-19.

Não bastasse a alta capacidade de proliferação do vírus e o seu potencial para superlotar unidades de saúde e serviços de terapia intensiva, aqui no Brasil temos ainda a questão da politização da pandemia, que abre caminho para a disseminação de fake news e de atitudes imprudentes frente aos riscos de contaminação. Tudo isso, naturalmente, redobra as medidas preventivas a serem adotadas por aqueles que estão conscientes em relação à realidade a ser enfrentada.

Sendo assim, quais são então as medidas mais recomendadas para se proteger e proteger aqueles que amamos neste momento?

1. Ficar em casa: a mínima exposição aos espaços públicos, restringindo as atividades somente ao essencial, ainda é a melhor opção, tanto para evitar o contato com o vírus, quanto para ajudar a diminuir o ritmo de contágio entre a população – o que permitirá liberar mais vagas de atendimento e leitos hospitalares. Eventos privados entre grupos de pessoas que não vivam na mesma residência também ainda são desaconselháveis, por enquanto. Mesmo fora da quarentena, festas, passeios em locais como shopping centers e uma vida social intensa vão na contramão de atitudes sensatas neste momento.

2. Uso de máscaras: atualmente, a tendência é de consenso nessa questão. Até mesmo nos países que já passaram pelo pico de contágio e onde a situação já está controlada, como acontece hoje em grande parte da Europa, as máscaras seguem como item de uso obrigatório em espaços públicos fechados e são altamente recomendáveis em qualquer saída de casa, mesmo em locais abertos. Além disso, sendo possível, as viseiras de acrílico também são uma barreira física recomendável para quem anda de transporte coletivo e trabalha com atendimento ao público.

3. Higiene das mãos: desde o início da pandemia, essa é uma questão central. As nossas mãos são usadas o tempo todo, para as mais diversas atividades e, com isso, elas acabam sendo grandes vetores de transmissão de germes, vírus e bactérias, se não redobrarmos os cuidados de higienização. Isso significa usar e abusar do álcool-gel e dos lenços desinfetantes, ao longo do dia, além das lavagens durante pelo menos 20 segundos, com água e sabão, sempre que possível. Nunca é demais lembrar também que o hábito de levar as mãos ao rosto deve ser controlado ao máximo, pois boca, olhos e nariz são as grandes portas de entrada para o vírus.

4. Distanciamento físico: quanto maior a proximidade física entre as pessoas, maiores são as chances de se criar condições para a transmissão do novo coronavírus. A distância ideal a ser mantida é de, pelo menos, 1,5m. Por isso, locais com grande concentração de pessoas também devem ser evitados, sempre que possível. Nos locais onde a presença de mais pessoas é inevitável (como clínicas, igrejas, repartições públicas, etc.), é importante haver a coordenação para que haja um maior espaçamento nas filas ou nos assentos, cabendo às pessoas presentes respeitarem essas normas.

5. Contato físico: dar aquele aperto de mão cordial para fechar um negócio, beijinhos na bochecha em conhecidos ou mesmo aquele abraço ao reencontrar um ente querido são hábitos que ainda devem ser evitados, por enquanto. É estranho, e é até sofrido, mas é necessário como medida preventiva. Até mesmo entre as pessoas que moram na mesma casa, o contato físico com quem vem da rua só deve ser feito depois de a pessoa cuidar devidamente da sua higiene pessoal (isto é: ter lavado as mãos – ou, de preferência, tomado um banho – e trocado de roupa).

6. Idosos e pessoas em grupo de risco: para essas pessoas, a recomendação de ficar em casa pelo máximo de tempo possível continua valendo, devendo agora haver especial cuidado com aqueles que vivem na mesma casa com pessoas que já retomaram as idas ao trabalho e outras atividades sociais. Nesses casos, o contato físico deve ser cercado de cuidados especiais, como o uso de máscaras para estarem no mesmo ambiente, assim como o de luvas descartáveis para tratar diretamente da pessoa que necessite de assistência para atividades como banho, higiene pessoal, etc. É muito importante ter em mente que pessoas contaminadas têm a capacidade de transmitir o vírus já na fase pré-sintomática ou, até mesmo, quando assintomáticas. Por isso, todo cuidado ainda é pouco!

(Para ler mais sobre cuidados especiais com idosos, clique aqui neste link)

Essa publicação foi atualizada em 29 de junho de 2020 10:44

Produzido por
Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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