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Depressão é a doença que mais afeta os jovens

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Um relatório divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), no último mês, serve de alerta para pais e responsáveis por adolescentes e pré-adolescentes. Conforme o documento, a depressão é a doença que mais afeta, em todo o mundo, jovens na faixa etária de 10 a 19 anos.

A psicóloga e especialista em Terapia Comportamental Cognitiva (TCC) Cássia Denadai explica que “a oscilação na intensidade de afetos é algo comum no adolescente, podendo, inclusive, caminhar para os extremos rapidamente”. Isso, segundo ela, “faz parte desse momento da vida” e, por isso, o quadro depressivo nessa faixa etária é muito mais comum do que as pessoas supõem.

“A própria instabilidade emocional dessa fase, como também o fato de ter de apresentar uma atitude mais adulta quando ainda está em desenvolvimento, muitas vezes, torna o adolescente mais susceptível à depressão”, diz.

De acordo com a especialista, os relatórios da OMS chamam a atenção para a negligência no campo das políticas públicas para assistir com mais eficiência adolescentes e pré-adolescentes. “Parece haver consenso dos gestores dessas políticas de que a adolescência é um período saudável e não necessita de atenção, quando a realidade é bem outra”, aponta Cássia, concordando com o conteúdo do relatório.

Contudo, apesar de a OMS atentar para a necessidade de haver mais iniciativas no campo social para acolher e para ajudar o adolescente a lidar com as suas questões emocionais, a psicóloga também enfatiza o importantíssimo e indispensável papel da família nesse processo.

Seja onde for, independentemente da nacionalidade ou camada social, a adolescência é uma fase da vida em que a pessoa ainda não está 100% pronta para prescindir do apoio e do acompanhamento dos pais.

“Quando os filhos são pequenos, na faixa etária da educação infantil, nós nos preocupamos (às vezes até excessivamente) em colocá-los em ambientes protegidos e nos asseguramos de tomar os cuidados para mantê-los seguros. Quando estão um pouco maiores, eles já não necessitam de tantos cuidados assim, mas precisamos estar atentos e buscar formas de não perdermos a conexão com eles, de continuar participando e nos inteirando de suas experiências e, principalmente, de continuarmos atentos às suas emoções”, explica a psicóloga.

Obviamente, ninguém passa pela vida sem vivenciar frustrações, sentir tristeza, raiva, medo e indignação, por exemplo. Não é o caso de tentar poupar o jovem de tudo – e isso nem seria saudável. O que é necessário é estar atento para a exacerbação dessas emoções e para os sinais de que um estado de tristeza já não é mais um momento pontual ou passageiro, mas sim algo que se tornou constante e padrão na vida daquele indivíduo.

De acordo com a especialista, existe uma série de “sintomas” para os quais a família pode estar atenta (ver lista no final deste texto) e, uma vez diante do problema, o melhor caminho é acionar a ajuda especializada.

“Em consultório, trabalhamos com técnicas que ajudam esses jovens a expressar seus sentimentos, ou mesmo a descobrir crenças adquiridas ao longo da vida que comprometem a sua autoestima e capacidade de relacionamento com o mundo exterior. Não adianta em casa os pais buscarem forçar um jovem deprimido a ficar alegre. O melhor caminho é sempre demonstrar respeito e apoio pelos seus sentimentos e buscar auxílio especializado sempre que for o caso”, conclui.

SINAIS DA DEPRESSÃO EM ADOLESCENTES E PRÉ-ADOLESCENTES

– Tendência a avaliar tudo de um ponto de vista pessimista, não demonstrando mais ânimo ou excitação com nenhuma atividade – mesmo as mais prazerosas e divertidas;

– Mau humor, hostilidade, agitação, irritabilidade; tornar-se uma pessoa difícil de agradar;

– Sentimento de inutilidade, incapacidade, expressando sempre autoconceitos negativos ou atitudes que demonstrem falta de confiança em si mesmo (insegurança);

– Expressão de desejo de morte ou de fugir de casa – ou tentativas nesse sentido;

– Facilidade para brigar em situações de “encrenca”;

– Alterações do sono: insônia ou sono agitado; dificuldade para acordar;

– Mudanças no rendimento escolar;

– Socialização diminuída;

– Perda de interesse em atividades escolares;

– Queixas físicas sem razão aparente, como dores de cabeça e abdominais;

– Perda da energia habitual;

– Mudanças de apetite.

Não é preciso ter todos esses sintomas para que a depressão seja caracterizada. E tampouco a presença de um ou mais desses fatores significa que o jovem esteja sofrendo de depressão. Esses são apenas SINAIS que PODEM indicar o quadro. A família deve procurar estar atenta e, notando que o jovem passa por dificuldades, tem de oferecer apoio e buscar ajuda profissional. Esses são os melhores caminhos.

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