À medida que os casos de contágio pelo novo coronavírus avançam entre a nossa população, exigindo medidas sanitárias cada vez mais enérgicas para tentar conter a epidemia, surgem também inúmeras dúvidas sobre a correlação entre o vírus e diversos problemas de saúde. Com base nas questões que o Blog da Vita e os integrantes do nosso Corpo Clínico têm recebido, vamos, ao longo dos próximos dias, postar alguns textos por aqui para esclarecer e orientar sobre os principais tópicos relativos à pandemia.
Existe uma série de situações conhecidas que podem colocar as pessoas nos grupos de maior risco, exigindo medidas especiais de proteção. Já falamos delas aqui neste post. Mas, para além dessa lista, pessoas com os mais diversos quadros clínicos também sentem-se em dúvida, e uma das áreas muito questionadas tem sido a da Dermatologia.
Sendo a pele o maior e mais exposto órgão do corpo humano, é natural que surjam inúmeros questionamentos. Até porque, dentre as principais recomendações de prevenção contra a covid-19, neste momento, estão o distanciamento físico e a atenção especial aos cuidados de higiene.
Sendo assim, será que o vírus também se pega pela pele?
A dermatologista Tallita Rezende explica que esse micro-organismo NÃO penetra na pele, mas sobrevive em sua superfície, através de secreções (como gotículas) ou pelo contato com superfícies contaminadas. As grandes portas de entrada do vírus em nosso corpo são: boca, nariz e olhos. Por isso, as nossas mãos, que tocam em pessoas e objetos e depois são levadas ao rosto, costumam ser um grande veículo de contaminação.
Dra. Tallita ressalta a importância de usar roupas mais fechadas e lavar as mãos, mas salienta que o coronavírus NÃO penetra na pele
A médica explica ainda o porquê da recomendação de usar roupas mais fechadas para a saída em espaços públicos, assim como os cabelos presos e as unhas curtas nesse momento: “quanto menores forem as áreas expostas do nosso corpo, melhor para diminuir as chances de transportarmos o vírus – que também sobrevive sobre tecidos, nas solas de calçados e em acessórios – sendo essa, inclusive, a razão para que se coloque logo para lavar a roupa que foi à rua, que não se circule com calçados dentro de casa e que evitemos usar brincos, colares, anéis, pulseiras, etc., além de passar a higienizar também óculos, celulares, chaves, etc.”, detalha.
Mas, e as lesões de pele, como arranhões, feridas, espinhas e irritações cutâneas em geral? Elas podem servir servir de porta de entrada para o vírus?
Tallita afirma que NÃO há relatos nesse sentido. “De qualquer forma, como a transmissão do coronavírus se dá pelo contato com secreções, é prudente deixar as feridas da pele protegidas pela roupa ou por um curativo”, recomenda.
Atuando no tratamento especializado em vitiligo, o dermatologista Celso Lopes chegou a gravar vídeos (acesse aqui nos destaques sobre coronavírus do nosso Instagram) onde esclarece aos pacientes que NÃO há relação entre a doença e o novo coronavírus. Assim como NÃO há, até agora, indícios de relação com nenhuma outra patologia da pele.
Dr. Celso Lopes: pacientes que fazem tratamento com medicações imunossupressoras devem conversar com os seus médicos
Entretanto, segundo o médico, o cuidado especial que os pacientes precisam tomar é no caso de estarem utilizando medicações imunossupressoras, como os corticosteroides. Lopes explica que, embora a doença em si não cause queda da imunidade, o medicamento utilizado para conter o seu avanço pode fazê-lo.
“A recomendação é para que as pessoas em tratamento façam contato com os especialistas que as acompanham para checar se necessitam alterar a dose ou interromper o uso da medicação. Mas os tratamentos de saúde NÃO devem ser interrompidos por conta própria, sem orientação médica adequada”, ressalta.
RECOMENDAÇÕES GERAIS CONTRA O CORONAVÍRUS
Essa publicação foi atualizada em 6 de abril de 2020 15:32
A Paralisia Cerebral apresenta características e necessidades individualizadas, que exigem acompanhamento multidisciplinar e ajustado para cada caso. Veja as abordagens…
A Neuromodulação não invasiva tem ajudado pacientes com as mais diversas condições. O procedimento promove a plasticidade cerebral, através da…
Hoje em dia, quase todo mundo já ouviu falar sobre os benefícios terapêuticos da toxina botulínica. Assim como já ocorreu…
Agora, uma conversa com pais e familiares. Espasticidade é o nome de um sintoma muito prevalente em crianças com comprometimentos…
Não é por acaso que a Clínica Vita é atualmente o maior serviço privado do país na terapêutica com toxina…
Clínica Vita oferece treinamento a médicos de todo o país interessados na terapêutica com toxina botulínica na área neurológica. O…