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Dezembro é laranja!

Tallita Rezende,
dermatologista

O mês de dezembro no Brasil tem uma cor, mas não se trata de nenhum tom tipicamente natalino e, sim, do laranja! Nossas lindas manhãs e nossos lindos finais de tarde alaranjados são a melhor expressão do verão e deste período de fim de ano, tão convidativo ao merecido descanso e ao lazer ao ar livre.

Aproveitar tudo isso é uma delícia e faz muito bem à saúde e à qualidade de vida. Afinal, o sol nasce para todos e ainda é de graça! Só tem um porém: se não estivermos devidamente atentos às medidas de fotoproteção, a conta pode vir e pode ser bem alta.

Atenta a isso, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) criou a campanha “Dezembro Laranja”, a fim de chamar atenção para a importância das medidas preventivas contra o câncer de pele – valendo incluir aí a lembrança de que a exposição solar sem as devidas medidas preventivas também leva ao envelhecimento precoce e ao surgimento de manchas na pele.

A campanha da SBD tem contado com ações muito interessantes e criativas em todo o país, além de estar nas redes sociais com a hashtag #controleosol. Até o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, foi iluminado com lâmpadas cor de laranja, na noite do último dia 11, chamando atenção para a importância dessa conscientização.

O câncer de pele é o tipo de câncer mais comum no Brasil, representando mais da metade dos diagnósticos na área oncológica. São estimados 181.430 novos casos no país para 2016, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Mesmo assim, muitas pessoas pensam que o câncer de pele é algo de menor gravidade ou, então, que isso só acontece com “gente muito branquinha” e em idade avançada. Engano. Mitos como esses impedem que as devidas precauções sejam tomadas e abrem caminho para o surgimento de lesões que podem ser muito agressivas e, até mesmo, fatais.

No I Consenso Brasileiro de Fotoproteção, lançado pela SBD em 2013, a entidade já chamava atenção para o fato de que o Brasil é o país com maior extensão de território com proximidade ao sol e de que isso exige de nossa população a criação de toda uma cultura de proteção da pele. Independentemente da sua cor, da sua idade ou do seu estilo de vida, o brasileiro precisa aprender a se proteger!

Outro fator primordial é criar a cultura dos check-ups dermatológicos. A pele é o maior e mais exposto órgão do corpo humano, sofrendo múltiplas agressões no dia a dia, além de todos os reflexos daquilo que se passa com a nossa saúde. A ida anual ao dermatologista é indispensável para prevenir maiores prejuízos a esse tecido.

Não obstante, toda lesão precisa ser acompanhada, pois seu histórico de evolução é um grande indicador clínico, fazendo soar o sinal de alerta para a intervenção precoce, que pode evitar muitas complicações. Nesse sentido, fazer o autoexame da pele periodicamente também é importantíssimo para que a pessoa possa detectar logo qualquer alteração e, a partir daí, procurar ajuda médica o mais cedo possível.

Dito tudo isso, neste nosso último artigo sobre Dermatologia de 2015, deixamos aqui as dicas mais importantes para o verão e para todo o ano: #controleosol #cuidedesuapele #marqueseucheckupdermatologicoanual.

O QUE FAZER PARA PREVENIR O CÂNCER DE PELE

TIPOS DE CÂNCER DE PELE
A pele é composta por várias camadas e qualquer célula pode originar um câncer. Por isso, existem diversos tipos de câncer de pele, sendo que os 2 tipos básicos são:
1) Não melanoma: que se subdivide, principalmente, entre outros dois tipos. São eles: carcinoma basocelular (tem origem nas células da camada basal da epiderme e é o tipo de tumor maligno mais frequente na pele, sendo, por outro lado, o tipo menos agressivo e de ótimo prognóstico quando descoberto precocemente), e carcionama espinocelular ou epidermoide (mais agressivo e de crescimento mais rápido que o carcinoma basocelular, esse tipo de câncer é originário dos queratinócitos – as células mais externas da epiderme – e invade com mais facilidade o tecido gorduroso, podendo atingir os gânglios linfáticos e outros órgãos).
2) Melanoma: é o tipo de tumor de pele mais agressivo, oferecendo grande risco de metástase e óbito, se não for diagnosticado e tratado precocemente. Esse tipo de câncer é originário dos melanócitos (células responsáveis pela produção de melanina). Como a melanina é a substância que dá cor à pele, os melanomas tendem a ser lesões escuras.

*Dra. Tallita Rezende, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), escreve quinzenalmente para o Blog da Vita.

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