Paralisia Cerebral é o termo genérico usado para designar um agravo (lesão/problema) sofrido em alguma área do cérebro, de forma permanente, em algum momento durante a gestação, parto ou ao longo da primeira infância. Clinicamente, o quadro é chamado de encefalopatia crônica não progressiva – isso significa que embora a lesão cerebral acompanhe o paciente pelo resto da vida, ela NÃO progredirá.
As consequências do agravo cerebral podem ser tanto motoras, quanto cognitivas, sendo que a extensão e a gravidade de cada quadro varia muito entre os pacientes. Além disso, existem diversas comorbidades com grande prevalência entre os pacientes com PC, como as epilepsias e alguns transtornos, como o déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).
Aqui no Blog da Vita, já tivemos diversas postagens e séries falando sobre as implicações da Paralisia Cerebral e, no momento, a neurofisiologista e neurologista infantil Simone Amorim, nossa diretora clínica, também está publicando uma série de artigos a esse respeito em seu blog (para ler os posts da médica, clique aqui).
Acompanhamento multidisciplinar
Atualmente, com todo o desenvolvimento ocorrido no campo da Neurorreabilitação, há um entendimento geral de que um diagnóstico de Paralisia Cerebral NÃO é sinônimo de vida vegetativa e sem alternativas. Hoje, com as abordagens multidisciplinares, as terapêuticas avançadas e diversificadas, que podem e devem ser combinadas entre si, há muito o que se fazer por esses pacientes, por meio de planos de tratamento individualizados, que visem garantir as melhores condições de desenvolvimento para esses indivíduos, dentro de suas condições.
Com os tratamentos e os suportes adequados, a pessoa com PC pode e deve ter uma vida inclusiva, participando de atividades sociais, realizando atividades físicas e sendo exposta a estímulos que contribuam para o seu desenvolvimento intelectual, cognitivo e emocional. Daí a importância de um dia como o Go Green 4PC. Que seja apenas o primeiro de muitos!