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Dietas muito restritivas aumentam riscos de efeito rebote

Com a aproximação das férias e do verão, as dicas “mirabolantes” de emagrecimento “express” começam a pipocar… Cuidado com elas! O nosso organismo não é bobo. Ele ativa seus mecanismos de defesa quando tentamos enganá-lo. Então, muita calma nessa hora, e atenção às orientações de quem conhece muito bem esse processo.

Impor restrições alimentares severas ativa mecanismos de defesa do organismo, fazendo com que ele tenda a acumular toda a energia que conseguir, como forma de compensação.

Além de perdas nutricionais perigosas, o temido efeito rebote é uma tendência real nos emagrecimentos muito rápidos, proporcionados por dietas restritivas ou “fórmulas mágicas”, segundo a nutricionista Andrea Della Ripa, integrante do Corpo Clínico da Vita.

Vários são os fatores que contribuem para o retorno indesejado dos quilos perdidos, sendo a manutenção do estilo de vida sedentário uma das principais razões.

“Quando não há um processo de mudança de hábitos, é muito comum a pessoa seguir só uma dieta mirabolante, mas não introduzir nenhum tipo de atividade física na sua rotina. Com isso, o metabolismo continua lento e, sem aumentar a taxa metabólica, a tendência do organismo é voltar a acumular a energia que não gasta, assim que a pessoa voltar a comer normalmente”, explica a especialista.

Isso, sem contar a tendência de se voltar aos mesmos hábitos alimentares equivocados, ou até cometendo ainda mais exageros, buscando compensar tanto sacrifício realizado.

Restrições severas não são o melhor caminho para uma mudança de hábitos verdadeira e sustentável ao longo do tempo

“É por isso que insistimos tanto em reeducação nutricional. Quando a pessoa sai de uma dieta dessas, na qual não podia nada, muitas vezes ela volta a comer até mais do que antes. Porque o organismo continua com aquele registro das restrições, e tende a desejar consumir e guardar toda a energia que puder”, detalha a nutricionista.

Portanto, abraçar dietas ultrarrestritivas e “fórmulas mágicas”, tentando fazer em poucas semanas o que não foi feito durante todo o ano, pode ser o caminho mais curto para que o peso perdido para o Natal esteja de volta antes do carnaval!

Outros fatores que contribuem para o retorno rápido do peso perdido é o fato de que em emagrecimentos abruptos, nem sempre o que se perde é apenas gordura. Uma dieta mal balanceada leva também a uma perda muscular importante.

Além disso, muitas vezes, nos primeiros dias do emagrecimento é muito comum a pessoa desidratar, principalmente quando se usam diuréticos ou chás emagrecedores. “Ou seja, a pessoa não está emagrecendo porque está perdendo gordura, mas sim porque está perdendo muita água!”, alerta Andrea.

É, portanto, um “emagrecimento falso”. Um processo no qual a gordura (que é o que de fato se quer eliminar) não foi realmente embora, e onde não houve uma “reprogramação” do organismo para consumir energia de forma mais eficiente.

“A perda de peso vai muito além da restrição dietética. O indivíduo deve, antes de tudo, se conscientizar de todo o processo que, para ser duradouro, deve ser gradual, onde a maior prioridade não deve ser o que restringir, mas sim quais os alimentos a preferir”, enfatiza a nutricionista.

TRÊS REGRAS DE OURO PARA QUEM QUER PERDER PESO

  • Priorize sua saúde. Qualquer perda de peso só será sustentável se levar esse quesito em conta;
  • Tenha uma relação positiva com os alimentos e com o seu corpo. Mais do que “estar magro para o verão”, você precisa estar saudável o ano inteiro;
  • Trace metas possíveis, preferencialmente com a ajuda de um profissional. Afinal, embora existam orientações que realmente são comuns a todas as dietas, o suporte profissional leva em conta as suas realidades física, emocional e ambiental. Um plano bem adaptado à SUA realidade é sempre o melhor plano para você!

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