Disfagia, um nome que você precisa conhecer

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“O nome pode ser estranho, mas o problema é mais comum do que você imagina”. Com essa frase, os Conselhos de Fonoaudiologia de todo o país estão levando adiante uma campanha preventiva para a disfagia. A ação é focada principalmente na população idosa.

FONTE da imagem: Portal Wikinoticias,

A disfagia caracteriza-se, basicamente, pela dificuldade de engolir alimentos (uma alteração ou deficiência na deglutição ou no transporte faríngeo dos alimentos).

Isso é algo que pode afetar significativamente a saúde e a qualidade de vida do paciente – que muitas vezes nem desconfia que sofre do problema –, podendo contribuir, por exemplo, para quadros de desnutrição, desidratação ou infecções respiratórias.

Dia 20 de março é a data convencionada como Dia de Atenção à Disfagia e, ao longo de todo este mês, diversas iniciativas estão sendo promovidas em torno da conscientização e dos esclarecimentos a respeito do tema.

A fonoaudióloga Joyce Fialho observa que, em grande parte das vezes, o paciente e seus familiares não estão atentos ao conjunto sintomático, ou nem mesmo têm noção de que isso requer acompanhamento profissional.

“Engasgos frequentes, tosse sem razão aparente, sensação de corpo estranho na garganta e rouquidão são alguns exemplos de sinais que, aparecendo juntos ou isolados, podem apontar para a disfagia”, salienta a fonoaudióloga.

A disfagia pode surgir devido a diversas razões. Entre as principais estão as alterações neuromusculares (originadas de doenças neurodegenerativas, tais como Parkinson e Alzheimer; e de quadros como AVC ou paralisia cerebral, por exemplo) e as alterações obstrutivas, que levam à chamada Disfagia Mecânica, como traumas ou tumores na região da cabeça e do pescoço.

“A condução do alimento da boca até o estômago é um processo que obedece diversas fases inter-relacionadas, que são comandadas por um complexo sistema neuromotor. Diversos são os quadros que podem surgir e afetar o funcionamento desse sistema, principalmente com o avanço da idade”, explica Joyce.

A reabilitação fonoaudiológica costuma ser parte crucial no tratamento da disfagia, que pode envolver também outros profissionais de Saúde. O fonoaudiólogo pode, por exemplo, detectar a necessidade de alteração da consistência dos alimentos ingeridos (a fim, principalmente, de evitar o risco de aspiração do conteúdo para o pulmão), trabalhando em conjunto com um nutricionista.

Estar atento e buscar a investigação diagnóstica é o primeiro passo para evitar as complicações advindas da disfagia. Inúmeras vezes, somente o acompanhamento fonoaudiológico, com a realização de exercícios e uma dieta adequada às necessidade do paciente, são suficientes para contornar o problema, resultando em ganhos importantíssimos para a saúde e a qualidade de vida.

Peça ilustrativa da campanha de conscientização sobre a disfagia. FONTE da imagem: Ministério da Saúde.

Produzido por
Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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