A neurologista infantil Rejane Macedo, integrante do Corpo Clínico da Vita, dará
O evento será nesta sexta-feira, dia 19, como parte integrante do II Encontro do Comitê de Hematologia e Hemoterapia Pediátrica da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH).
A médica, que mantém na Clínica Vita um programa especial para o atendimento de crianças e jovens falcêmicos com idades entre 2 e 16 anos, explica que o AVC é uma complicação comum e de alto risco para esses pacientes, e que, atualmente, o Doppler Transcraniano é o método preventivo mais indicado.
“O ideal é que o exame seja realizado, no mínimo, uma vez por ano, sendo que, em alguns casos, ele deve ser repetido em intervalos mais curtos, podendo ser feito até mesmo a cada 30 dias”, destaca.
Dra. Rejane, durante a realização de um exame. FOTO: acervo pessoal.
O objetivo do procedimento é a avaliação do fluxo sanguíneo e do estado dos principais vasos cerebrais.
Na anemia falciforme, as hemácias (células vermelhas) assumem formas de “foices” (daí o nome falciforme), ficando rígidas, alongadas e recurvadas, com extremidades pontiagudas. Essas células tendem a se agrupar, causando uma inflamação na parede dos vasos cerebrais (vasculopatia), levando ao bloqueio ou à redução do fluxo sanguíneo do cérebro, conforme explica a especialista.
Um dado preocupante, segundo a médica, é que, apesar de ser imprescindível para as crianças e jovens falcêmicos, o exame preventivo nem sempre é realizado, por causa de fatores como a falta de orientação adequada e, também, a falta de recursos financeiros e de dificuldades de acesso aos locais que realizam o procedimento.
“É importantíssimo que pediatras e demais médicos que tenham contato com essas crianças façam o alerta e a conscientização junto às famílias desses pacientes”, ressalta Rejane. “Na outra ponta, também é necessário empreendermos ações que possibilitem um maior acesso ao procedimento”, complementa.
Essa foi uma das razões que levaram a especialista e a Clínica Vita a montarem juntas um programa de acompanhamento para o paciente falcêmico infanto-juvenil, oferecendo condições especiais de pagamento às famílias que não tenham convênios médicos ou cujos convênios não cubram o exame.
Rejane ressalta que, embora o exame seja realizado na rede pública, ele está disponível em poucos hospitais, que não são capazes de dar conta de toda a demanda.
SINTOMAS DO AVC INFANTIL
Assim como nos adultos, o AVC infantil pode deixar sequelas severas, levar ao coma ou até mesmo à morte. Crianças que fazem parte de grupos de risco devem ser submetidas a um rigoroso acompanhamento preventivo. Além disso, a família deve estar atenta a sintomas do quadro e procurar logo um pronto atendimento, caso sejam observadas situações como:
– Dificuldade súbita para caminhar, para mexer um ou ambos os braços, ou mesmo um dos lados do corpo;
– Salivação excessiva e dificuldade para falar e engolir;
– Sonolência inexplicável;
– Crise epiléptica;
– Perda de sensibilidade ou confusão mental.
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