Exoesqueleto faz paraplégico dar os primeiros passos

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Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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Há mais de 30 anos que as histórias do Homem de Ferro fazem sucesso nos quadrinhos e no cinema. O personagem da Marvel Comics – um cientista, empresário e gênio da Física e da Engenharia Elétrica -, desenvolve uma armadura de alta tecnologia, que funciona como uma extensão do seu corpo e obedece aos seus comandos, realizando tarefas impossíveis para seus músculos humanos. Sua “roupa especial” é um exoesqueleto e, atualmente, graças à união entre a Neurociência e a Robótica, esse conceito já começa a se tornar uma possibilidade real.

Durante o 8º Congresso Mundial de Neuroreabilitação, realizado na última semana, em Istambul, na Turquia, um dos pontos altos foi a apresentação de diversos trabalhos e pesquisas unindo a Neurociência à tecnologia de última geração.

Durante o evento foi feita a apresentação de um exoesqueleto usado por um paciente paraplégico, que conseguiu se colocar de pé e dar diversos passos, conforme relata a diretora clínica da Vita, Simone Amorim, que acompanhou o Congresso e chegou a fazer um pequeno vídeo do acontecimento (veja aqui).

O auxílio da Robótica na melhoria das condições de vida dos pacientes com lesões medulares foi um dos grandes destaques do evento, segundo a médica.

“Ver ao vivo uma pessoa paraplégica ficar de pé e caminhar, mesmo que pequenas distâncias, foi algo de uma emoção indescritível”, revela ela, que é especialista em Neurofisiologia e Neurologia Infantil.

Simone salienta que, obviamente, ainda estamos muito longe da performance vista na ficção – e chegar lá nem é o objetivo. O que se pretende é, acima de tudo, abrir novas perspectivas para os pacientes que perderam seus movimentos.

O exoesqueleto apresentado na Turquia é semelhante ao que está sendo projetado para ser apresentado ao mundo na abertura da Copa 2014, no Brasil, em julho, quando um paraplégico dará o chute inicial na abertura dos jogos –, coroando um trabalho que vem sendo desenvolvido pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, junto com mais 170 pesquisadores da Universidade de Duke, nos EUA.

O equipamento é eletromecânico e funciona à bateria, por meio de softwares que são programados de acordo com as condições clínicas de cada paciente. Ele dispõe de sensores que enviam o comando do movimento de forma total ou parcial para os membros comprometidos.

A médica explica que, nos estágios em que os estudos se encontram, a tecnologia ainda não é elegível para uso em todos os pacientes. Além disso, os custos para o desenvolvimento de cada equipamento são ainda muito altos.

Entretanto, ela sublinha que os avanços nessas pesquisas são importantíssimos e abrem novas perspectivas para as pessoas que tiveram os movimentos comprometidos. “Acima de tudo, hoje, o mais importante é saber que a ciência caminha a passos largos no desenvolvimento de dispositivos que podem proporcionar maior autonomia e uma nova realidade para esses pacientes no futuro”, frisa.

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