Fim de ano sem enxaqueca

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Simone Amorim, Neurofisiologista e Neurologista Infantil

Dia desses, conversando com uma internauta num grupo sobre enxaqueca, acabei me dando conta do seguinte: esse período de Festas de fim de ano representa uma provação para nós que sofremos dessa patologia, viu?!

Essa fase costuma ser uma correria só para todo mundo (logo, de antemão, a gente já tende a ficar estressado, e estresse traz crises) e, além disso, mesmo quem tem horários regulares de sono acaba saindo da rotina. E há também o festival de comidas diferentes, grande parte das vezes pesadas e indigestas, desafiando até mesmo os organismos mais fortes…E, se não bastasse, para completar tudo isso, ainda tem o calorão aqui do Brasil nessa altura do ano (sendo que, para algumas regiões, ainda com o problema adicional da falta de água neste ano!).

Definitivamente, meus amigos enxaquecosos, não será fácil para ninguém!

Então, para não contar só com as bênçãos do destino, pensei em reunir algumas dicas que podem tanto ajudar aqueles que já estão sendo acompanhados e seguem um programa bem-sucedido de manejo da doença, quanto aqueles que ainda não estão em tratamento e seguem com o quadro totalmente fora de controle. Vejamos alguns pontos importantes:

– Dê atenção especial à hidratação. O calor e a falta de líquido colocam o organismo em sofrimento. Ter uma garrafinha de água sempre à mão e parar para se refrescar, de tempos em tempos durante o dia, pode deixá-lo mais “inteiro” para encarar tantos eventos nessa época do ano;

– Se for possível, ao longo dia, evite também a exposição solar excessiva e de forma desprotegida. Tanta luminosidade costuma excitar por demais o cérebro enxaquecoso, desencadeando crises. Chapéu e óculos de sol para as atividades ao ar livre, sempre!

– Seria bobagem sugerir o supremo sacrifício de não se comer certas coisas nesta época, quando estamos diante de tantos pratos convidativos. Então, que tal iniciar as ceias pelas frutas, saladas e pratos mais “leves”, livres de molhos cremosos, etc.? Assim, o espaço para os “pecados” fica menor;

– Agora, se tem aquele item que você sabe que é certeiro para desencadear a sua dor, melhor pular mesmo. Afinal, tem coisa (pepino, por exemplo) que não faz mesmo a menor falta. Então para quê, né?

– As bebidas podem ser um capítulo à parte. Nesse caso, vale só lembrar: mesmo quem não tem enxaqueca costuma sentir dor de cabeça no dia seguinte ao exagero com o álcool. Então, por que logo você sairia isento? Assim, em relação às bebidas alcoólicas, a saída é: evite ou, no máximo, prove com moderação. Ou então encare a dor no dia seguinte. Não tem mágica;

– Mas mesmo se tomados todos os cuidados, a dor der as caras, não a deixe avançar. Na primeira pontada, tome logo a sua medicação de alívio (preferencialmente aquela que já tiver sido combinada com o seu médico) e, claro, tente desacelerar e maneirar nos exageros – afinal, estamos tratando aqui de uma fase com diversas situações extraordinárias.

No mais, o que vale para esses dias é dar todo o espaço para as boas vibrações, para o sentimento de gratidão por estarmos cercados das pessoas queridas, para a celebração das coisas boas e da possibilidade de nos renovarmos, a fim de receber o novo ciclo que se inicia. Vamos nos divertir e curtir os bons momentos, acima de tudo. Afinal, o bem-estar emocional é, também, um importante antídoto contra as dores de cabeça!

Essa publicação foi atualizada em 25 de agosto de 2019 08:58

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Produzido por
Dra. Simone Amorim

Neurofisiologista e Neurologista Infantil

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