Gordura, sedentarismo e estresse aumentam casos de diabetes

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Novo levantamento feito pelo Ministério da Saúde mostra que o diabetes vem aumentando no país. A pesquisa ouviu 53 mil pessoas por telefone. Entre os jovens, 1% sofre de diabetes, enquanto que, entre os idosos, esse índice apurado foi de 22%.

Além disso, no Brasil, entre 2006 e 2013, o diagnóstico positivo para a doença passou de 5,5% para 6,8% da população.

Não se trata do diabetes congênito (Tipo 1) e, sim, da forma adquirida da doença devido a fatores ambientais (Tipo 2). O problema está diretamente relacionado ao excesso de gordura abdominal, à falta de atividade física e ao estresse.

A gordura abdominal é diretamente relacionada ao surgimento do diabetes.

A mudança de hábitos é, portanto, o mais importante para a prevenção. E o ideal é fazer isso sob acompanhamento profissional, para que as alterações sejam introduzidas de forma segura e dentro das necessidades e capacidades específicas de cada indivíduo.

Pessoas com mais de 60 anos devem procurar prioritariamente o auxílio de um geriatra, estando ou não acima do peso.Já as pessoas que estão abaixo dessa faixa etária devem realizar check-ups anuais a partir dos 25 anos de idade, consultando um cardiologista. Nessas oportunidades, testes sanguíneos são realizados, assim como a observação de fatores de risco tais como a obesidade e a falta de atividades físicas.

POR QUE O DIABETES PODE MATAR

  • Alterações nos vasos sanguíneos dos rins fazem com que ocorra uma perda de proteína pela urina. O órgão pode reduzir a sua função lentamente, mas de forma progressiva, até a sua paralisação total. O quadro é conhecido como nefropatia diabética;
  • Os grandes vasos sanguíneos são afetados pelo alto índice de açúcar no sangue, levando à obstrução (arteriosclerose) de órgãos vitais como o coração e o cérebro. Por isso, pessoas com diabetes não controlado estão especialmente expostas ao risco de infarto do miocárdio e de acidente vascular cerebral (AVC).
  • O excesso de glicose também pode causar danos ao sistema imunológico, aumentando o risco da pessoa com diabetes contrair algum tipo de infecção. Isso ocorre porque os glóbulos brancos (responsáveis pelo combate a vírus, bactérias, etc.) ficam menos eficazes com a hiperglicemia. O alto índice de açúcar no sangue é propício para que fungos e bactérias se proliferem em áreas como boca e gengiva, pulmões, pele, pés, genitais e locais de incisão cirúrgica.

OUTRAS COMPLICAÇÕES

  • Retinopatia diabética: lesões que aparecem na retina do olho, podendo causar pequenos sangramentos e levar à perda de visão;
  • Neuropatia diabética: os nervos ficam incapazes de emitir e receber as mensagens do cérebro, provocando sintomas como formigamento, dormência ou queimação das pernas, pés e mãos;
  • Dores locais e desequilíbrio;
  • Enfraquecimento muscular;
  • Pressão baixa;
  • Distúrbios digestivos;
  • Excesso de transpiração;
  • Impotência;
  • Pé diabético: ocorre quando uma área machucada ou infeccionada nos pés desenvolve uma úlcera (ferida). Seu aparecimento pode ocorrer quando a circulação sanguínea é deficiente e os níveis de glicemia são mal controlados. Qualquer ferimento nos pés deve ser tratado rapidamente para evitar complicações que podem levar à amputação do membro afetado.

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