Hábitos saudáveis ao longo da vida favorecem o cérebro na velhice

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Clínica Vita

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Que um estilo de vida ativo e saudável faz toda a diferença para a saúde do corpo, ninguém mais tem dúvidas. Mas, com uma maior expectativa de vida entre a população, é preciso deixar claro, também, que os nossos hábitos cotidianos têm impactos diretos na vitalidade do cérebro! Ou seja, o que fazemos hoje, terá amanhã (quando chegar a maturidade) uma grande influência na manutenção de nossas habilidades e na nossa acuidade mental.

“A saúde do nosso cérebro depende diretamente do que fazemos no nosso dia a dia. É claro que há casos em que a predisposição genética vai levar a maiores riscos, mas, em geral, os fatores ambientais contam muito, tanto para a prevenção de doenças neurodegenerativas (como o Alzheimer e o Parkinson), como para as cerebrovasculares (como o Acidente Vascular Cerebral – AVC)”, afirma, de forma categórica, o neurologista Pablo Nascimento.

Segundo o neurologista Pablo Nascimento, hábitos saudáveis ao longo da vida ajudam a garantir e/ou prolongar a vitalidade do cérebro, no processo de envelhecimento

Especialista em Neurologia Vascular e em terapêuticas de Neurorreabilitação com Toxina Botulínica, o médico elenca alguns pontos essenciais para quem deseja uma funcionalidade prolongada para o próprio cérebro. “São medidas a serem adotadas na rotina, em relação a quesitos como: atividades físicas, alimentação, sono, gestão do estresse e vida social. Não é preciso radicalismos, como muitas pessoas acreditam, mas sim bom senso e equilíbrio nos nossos hábitos”, indica o médico, que participou de uma live com o tema “Estilo de vida & vitalidade do cérebro”, em no IGTV da Clínica Vita, no Dia Mundial do Cérebro (clique aqui para ver o vídeo completo).

Perdas e ganhos com ambiente digital e maior automação

Como o cérebro humano tem grande adaptabilidade, ele é muito influenciado pelo meio em que vivemos. “Somos a única espécie presente nos cinco continentes. Isso diz muito sobre a nossa incrível capacidade de adaptação”, sublinha Nascimento, chamando atenção para os desafios apresentados por um estilo de vida cada vez mais automatizado e mediado pelo ambiente digital, como o de hoje.

“Vivemos agora em um mundo altamente tecnológico, com grande oferta de estímulos e acesso a informações o tempo todo. Por um lado, isso é muito bom, porque, além de trazer mais conforto, sem dúvida possibilita melhoras na capacidade e na velocidade de processamento de informações pelo nosso cérebro. Mas, por outro lado, isso afeta a nossa capacidade de foco – e, consequentemente, a habilidade de viver o presente e de nos aprofundarmos em determinados raciocínios. Atualmente, as pessoas são capazes de ter a atenção distribuída entre muitas coisas ao mesmo tempo, mas, quase sempre, apenas de forma superficial”, observa o especialista.

Nesse sentido, nunca foram tão bem-vindas técnicas que proporcionem o “silenciamento” da mente. São diversos os estudos que apontam para os benefícios de atividades como a meditação e exercícios de relaxamento. “No momento, fala-se muito no mindfulness, por exemplo, que visa voltar a atenção ao tempo e espaço presentes. Isso realmente faz muito bem para ajudar a manter a capacidade de foco e também para gerir o estresse – outro fator deletério para a saúde do cérebro, que precisa de momentos adequados de descanso, para se recompor e se manter saudável”, explica o médico, lembrando ainda da “higiene do sono” como outro quesito essencial – mas, infelizmente, bastante negligenciado em nosso estilo de vida moderno.

CONFIRA ABAIXO AS PRINCIPAIS INDICAÇÕES DO DR. PABLO

  • Sono reparador: “Uma rotina regular e reparadora de sono é um dos pilares da vitalidade cerebral. Hoje sabemos que, fisiologicamente, ele tem um papel essencial, pois é a hora da faxina do cérebro – quando conseguimos sedimentar a memória, entre outros processos importantes. Antes, acreditava-se que as células gliais (que ficam entre os neurônios) tinham a função apenas de sustentar as células nervosas; mas não, na verdade, essas células têm o papel de limpar toda a sujeira cerebral – e isso é algo que acontece à noite, durante o sono. Dormir bem nos ajuda a ter uma boa performance cerebral no presente, e também contribui para um cérebro em boas condições no futuro.”
  • Atividade física: “Quando a gente faz exercícios, não está só queimando calorias. Está contribuindo para a preservação do cérebro. Inclusive, tem um grupo de estudos brasileiro que mostrou a importância da atividade física na prevenção de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer. Malhar o cérebro não é só pensar, oferecendo a ele desafios cognitivos (muito embora isso também seja muito importante!). É mover o corpo mesmo! A ciência acredita que o primeiro neurônio surgiu há cerca de cinco bilhões de anos, e a teoria mais aceita é a de que esse surgimento veio da necessidade de movimentação, isto é, do primeiro momento em que uma espécie precisou se mover por ela própria. Isso significa que somos feitos para o movimento. O exercício físico induz a neuroplasticidade (que é a capacidade de dar aos neurônios tarefas diferentes, com finalidades distintas) e a neurogênese (o nascimento de novos neurônios).”
  • Alimentação saudável: “Não é preciso radicalismos, mas, basicamente, gosto daquela máxima que recomenda descascar mais e desembalar menos. Ou seja, quanto mais longe estivermos dos produtos ultraprocessados e dos agentes artificiais, e mais perto daquilo que a natureza pode oferecer, melhor. Não há uma dieta mágica. A alimentação bem balanceada, com diversificação das fontes de nutrientes e sem excessos de determinados grupos alimentares costuma ser o melhor caminho. Nesse sentido, uma indicação recorrente é a dieta do Mediterrâneo (que consiste no consumo abundante de alimentos de origem vegetal – produtos hortícolas, como frutas e legumes-, de cereais pouco refinados, de leguminosas frescas ou secas, de frutos secos e oleaginosos, de azeite virgem como principal fonte de gordura, além do consumo baixo a moderado de laticínios – preferencialmente sob a forma de queijos e/ou iogurtes – e da carne vermelha, que cede lugar aos pescados e às leguminosas como fontes de proteínas).”
  • Vida social ativa: “As relações interpessoais são fundamentais para a vitalidade do nosso cérebro. O ser humano evoluiu com base na inter-relação. A capacidade que mais nos difere das outras espécies de animais é a de vivermos em comunidade. Somos a única espécie que consegue reunir tantos indivíduos para viverem juntos – no sentido comunitário. Por outro lado, estudos mostram que a solidão aumenta muito o risco de diversas doenças – não só as degenerativas, como também as doenças cerebrovasculares. Há indícios de que o impacto no organismo de se viver uma vida solitária é equivalente ao de fumar 15 cigarros por dia! Isso mostra como a vida social é importante e, nesse sentido, vale lembrar que não vale contabilizar aqueles cinco mil amigos do Facebook, mas sim a existência de redes de relações sociais efetivas e saudáveis.”
  • Gestão do estresse: “Uma atividade neural excessiva NÃO está relacionada a uma maior vitalidade do cérebro. Para o cérebro, ser estimulado e desafiado é bom, mas o estresse prolongado gera desgastes e é muito nocivo. Então, mais uma vez, estamos falando da importância do equilíbrio na rotina: nem atividade de menos, nem sobrecarga de estímulos. E, nesse sentido, além de todos os compromissos e desafios que nos são colocados no dia a dia, o excesso de informações simultâneas, que muitas vezes nos obrigamos a consumir e absorver, pode ser muito nocivo. É preciso reservar tempo e oportunidades para silenciar a mente, uma vez que o nosso estilo de vida moderno já não permite isso. Técnicas de meditação e relaxamento são muito boas para essa finalidade. Mas existem também situações em que a pessoa simplesmente não consegue desligar, muitas vezes devido a fatores psicoemocionais que exigem o suporte profissional, como o de um psicólogo/psicoterapeuta, ou mesmo um psiquiatra, para assegurar os cuidados de saúde mental”.

 

Essa publicação foi atualizada em 15 de setembro de 2021 08:25

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