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Hipertensão representa alto risco e nem sempre mostra sintomas

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A semana é de ações em nome do combate à Hipertensão Arterial, quadro que está relacionado à morte de 300 mil brasileiros por ano, segundo dados do Ministério da Saúde. Entretanto, para o cardiologista Aécio Gois, os dados sobre a doença no Brasil ainda são pouco fieis e ficam aquém da realidade e, para ele, as campanhas ainda estão longe de cumprirem os objetivos de conscientização.

Gois é categórico em defender: “As campanhas deveriam ser mais assustadoras, sim. Afinal, a hipertensão, muitas vezes, é assintomática. Então, muitas pessoas nem sequer são diagnosticadas, porque não procuram o médico para fazer check-up. E, além disso, muitos dos que são diagnosticados, não tomam os cuidados que deveriam.”

Na opinião do especialista, as ações de combate ao problema centram-se no foco errado. “Elas são feitas em parques, em locais onde estão as pessoas que se exercitam, ou seja, no final das contas, elas só atingem as pessoas saudáveis. As ações deveriam ser feitas em outros locais, nos centros das cidades, no metrô, nos shoppings, enfim, onde estão os doentes e, em especial, onde estão aqueles sem diagnóstico e que não se cuidam”, salienta.

A maior barreira para o combate à hipertensão é fazer o diagnóstico e  explicar  aos hipertensos assintomáticos que eles também têm que fazer  uso de medicamentos, conforme o médico.

Três grandes fatores estão diretamente relacionados à hipertensão arterial: o sedentarismo, a obesidade e o tabagismo. Quem se enquadrar em qualquer uma dessas zonas, segundo Gois, está num campo de risco e precisa tomar providências para reverter o quadro.

“Quem tem pressão alta está mais propenso a sofrer infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Não se cuidar é jogar um jogo arriscado com a própria saúde, dando vantagem para o azar”, enfatiza.

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Produzido por
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