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Indicação de testes depende de histórico do paciente

Produzido por
Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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Por drª Fernanda Gaia,
alergista

Ganhou grande repercussão uma entrevista para a TV feita aqui na Clínica Vita sobre novos testes para detectar alergias. Quero agradecer aos internautas que se manifestaram sobre o tema aqui no blog e aproveitar para falar um pouco mais sobre o assunto.

As alergias estão entre as doença mais prevalentes do mundo, afetando a qualidade de vida de grande parte da população. Por isso as dúvidas são muitas e vale sempre retornar ao assunto para, dentro do que estiver ao nosso alcance, oferecer mais esclarecimentos e orientações.

Dentre as principais doenças alérgicas estão as alergias respiratórias, rinite e asma, alergia alimentar, alergias de pele como urticária, angioedema, dermatite de contato e dermatite atopica. Há também casos mais graves de anafilaxia, que podem levar a óbito em poucos minutos.

Como em qualquer outra especialidade médica, somente após uma adequada história clínica é que é possível avaliar quais exames diagnósticos devem ser solicitados. E a interpretação dos resultados devem estar sempre relacionada às informações obtidas do paciente.

Nos últimos 30 anos houve um avanço marcante nas estratégias para diagnóstico da alergia.  Tais testes têm como finalidade de avaliar substancias responsáveis pelo quadro do paciente. Podem ser feitos exames cutâneos de leitura imediata (o chamado prick test, aquele em que são colocadas gotinhas de substâncias alergênicas diretamente na pele do pacientes) ou pela determinação destas substancias através da coleta de sangue deste mesmo paciente.

Recentemente chegou no Brasil o ImmunoCAP ISAC, que foi justamente aquele noticiado pela matéria de TV. Trata-se de um novo teste, extremamente avançado, que utiliza tecnologia de biochip, permitindo a medição simultânea de substancias de vários componentes alergénicos num único teste, usando apenas uns poucos µl de soro ou plasma.

O ImmunoCAP ISAC é uma ferramenta útil especialmente para casos mais complexos, tais como história clínica incoerente, resposta insatisfatória ao tratamento, ou doentes sensibilizados a varias substancias.
Num próximo post falaremos mais sobre os principais tratamentos disponíveis, pois vejo que este também é um tema que gera muitas dúvidas e ansiedade em quem sofre de alergias ou mesmo convive com um alérgico. Fiquem atentos às nossas atualizações e continuem participando!

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