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Limite para mochila é de 10% do peso do estudante

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Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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A mochila excessivamente pesada que o estudante carrega hoje pode influenciar em problemas na coluna do adulto de amanhã. O alerta é do cirurgião da coluna Guilherme Foizer.

Mas, como saber quando o volume passou dos limites?

Foizer recomenda que as famílias procurem seguir o que diz a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia: o peso da mala escolar deve equivaler a, no máximo, 10% do peso da criança.

Assim, uma criança que pesa 45kg, por exemplo, deverá carregar uma mochila com no máximo 4,5kg. Segundo o médico, pode até haver uma margem de tolerância, na qual o peso da bolsa poderá alcançar até 15% do peso do estudante, em situações especiais.

“Há, inclusive, um projeto de lei tramitando no Congresso Nacional, que pretende limitar o peso das mochilas ao equivalente a 15% do peso do aluno”, ressalta.

De acordo com Foizer, o sobrepeso nas mochilas escolares representam um problema em quase todo o mundo. “Uma pesquisa recente, apresentada pela Sociedade Australiana de Cirurgia de Coluna, por exemplo, mostrou que 80% das crianças carregam excesso de peso em suas mochilas”, aponta.

Para o especialista, mais do que leis, o assunto exige a disseminação de informações e a conscientização sobre os danos que isso pode causar a longo prazo. Na opinião do médico, o mais importante é orientar às famílias e essas, por sua vez, buscarem estar muito atentas aos fatores preventivos, não esperando até que a criança ou jovem chegue a se queixar de dores.

“Os problemas na coluna, geralmente, só são valorizados quando já estão instalados, isto é, quando a pessoa já está sofrendo com as dores. Porém, se as pessoas estiverem mais atentas aos fatores preventivos, muitos quadros como desgastes de discos, hérnias e compressão de nervos, por exemplo, poderiam ser evitados”, explica.

O médico explica que a criança que carrega peso excessivo estará mais propensa a assumir posturas inadequadas. Se isso já é prejudicial ao adulto, para quem está em fase de crescimento, é ainda pior.

“Com o peso em excesso, a criança tende a curvar para frente, reduzindo o equilíbrio e aumentando as chances de cair. Além disso, com o tempo, essa postura irá alterar as curvas naturais da coluna, causando tensão muscular e irritação nas articulações da coluna e das costelas”, explica.

Muitos alunos tendem também a carregar a mochila num ombro só, para descansar um dos lados. Em desequilíbrio, a musculatura sofre e se torna tensa. É quando podem surgir os espasmos e as dores nas costas. O peso também pode exercer um estresse excessivo nos músculos do pescoço, na cabeça e nos braços.

Se esses problemas não forem corrigidos, a longo prazo, podem levar ao desenvolvimento de patologias da coluna. O arredondamento dos ombros também é outro efeito colateral da má postura causada pelo excesso de peso sobre as costas, segundo o médico.

Dicas:

1 – Quanto maior a mochila, mais peso a criança irá colocar nela. Compre uma mochila compacta e proporcional às reais necessidades de uso no dia a dia.

2 – O material do qual a mochila é feita deve ser leve para não representar um peso a mais.

3 – As alças devem ser suficientemente largas e reforçadas para não aplicar todo o peso em um pequeno espaço do ombro.

4 – Depois que todo o material escolar estiver comprado e o seu filho tiver recebido o horário das aulas. Arrume com ele a mochila para cada dia da semana e verifique se o peso da bolsa está dentro dos limites prescritos. Ou seja, pese-o primeiro e, na sequência, pese a mochila arrumada para as aulas. O ideal é que ela não ultrapasse 10% do peso da criança ou adolescente.

5 – Se ao pesar a mochila você notar que o peso está excessivo, veja o que é possível mudar no material, substituindo cadernos de diversas matérias por fichários, por exemplo.

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