Medidas que otimizam os resultados da toxina botulínica na reabilitação

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Clínica Vita

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A terapêutica com toxina botulínica é uma realidade consolidada hoje no cenário da Neurorreabilitação. Já não é mais possível pensar o tratamento de sintomas como distonia, espasticidade e outros comprometimentos neuromusculares, sem considerar esse recurso. Mas e depois das injeções? Há algo mais a se fazer para otimizar os resultados?

Na visão de especialistas brasileiros que estiveram no início deste mês no 360° LATAM BoNT-A, no México, a resposta é afirmativa. Inclusive, o grupo já saiu de lá com uma lista bastante objetiva, apontando as medidas que mais contribuem para ampliar os benefícios que podem ser alcançados pelos pacientes após o procedimento.

O neurologista Pablo Nascimento participou da equipe que discutiu as medidas importantes pós-aplicação de toxina botulínica, no 360° LATAM BoNT-A

O evento anual é voltado para médicos de toda a América Latina, e visa precisamente a promoção de discussões e trocas de impressões entre os profissionais, a respeito das aplicações terapêuticas da toxina botulínica. O neurologista Pablo Nascimento, integrante do Corpo Clínico da Vita, acompanhou tudo de perto e integrou o grupo brasileiro, que discutiu o tema e a sua indagação: “O que é feito na reabilitação após o tratamento com toxina botulínica?”

Premissas indispensáveis

Segundo o Dr. Pablo, o primeiro grande ponto consensual foi o de que é “imprescindível a gestão do plano de reabilitação já estabelecido antes da aplicação, com comunicação entre a equipe multi ou interdisciplinar (com fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, enfermeiro, psicólogo, enfermeiro e assistente social, por exemplo), garantindo a aderência do paciente às terapias”.

Em outras palavras: a avaliação individualizada é uma premissa indispensável, assim como o alinhamento do plano de ação, com um bom intercâmbio de informações entre os profissionais de Saúde envolvidos nos cuidados com os pacientes. As expectativas também devem ser alinhadas com clareza com a família, assegurando um bom entendimento sobre as etapas de pré e de pós-aplicação.

Nada de ficar parado

Uma das preocupações é a atenção às comorbidades, como a paresia (situações de paralisação/interrupção de movimentos). Essa é uma condição muito comumente associada a alguns comprometimentos neuromusculares – como no caso da espasticidade -, que também merece atenção especial no plano geral de ação.

“A paresia deve ser tratada em conjunto com a espasticidade e, nesse contexto, tem-se mostrado muito útil a autorreabilitação guiada, isto é, a situação na qual a pessoa é orientada pelo médico e pelos seus terapeutas a realizar exercícios em casa, quando isso é possível”, explica o neurologista. Dessa forma, amplia-se o tempo empregue no processo de reabilitação, além de tornar o paciente um agente ativo no processo.

A Neuromodulação é uma das terapêuticas de reabilitação que podem ser associadas aos tratamentos com toxina botulínica, para potencializar resultados

O médico que conduz a terapêutica deve estar também atento aos demais meios para otimizar o tratamento. “Há uma série de técnicas terapêuticas específicas (como terapia de contenção, terapia de espelho, e técnica de Bobath, etc.), que podem ser muito úteis. Hoje contamos também com diversas tecnologias que não só podem, como devem ser consideradas, como a robótica e a Neuromodulação, por meio de eletroestimulação ou estimulação magnética transcraniana (EMT), por exemplo”, conclui Pablo.

MEDIDAS QUE OTIMIZAM O TRATAMENTO COM TOXINA BOTULÍNICA, NA VISÃO DE ESPECIALISTAS PRESENTES NO ENCONTRO LATINO-AMERICANO:

  • Revisar as medicações orais utilizadas no tratamento da espasticidade e de outras situações;
  • Identificar e tratar possíveis fatores agravantes (como infecções, lesões de pele, constipação intestinal, retenção vesical, etc.);
  • Considerar a utilização de meios físicos para estimular a movimentação (como técnicas de alongamento, hidroterapia, termoterapia, eletroterapia, ondas de choque, etc.);
  • Considerar a utilização de órteses e meios auxiliares de locomoção (como bengalas e cadeira de rodas);
  • Observar também como está a questão da reintegração social do paciente.

Todas essas medidas visam ampliar os ganhos funcionais e a qualidade de vida do paciente, a partir das melhores condições físicas gerais, proporcionadas pelas aplicações de toxina botulínica.

Essa publicação foi atualizada em 24 de novembro de 2022 15:38

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