A tendência hoje é falarmos mais em controle, e não em combate ao colesterol. Você sabe por quê?
Hábitos saudáveis favorecem o controle do colesterol, isto é, o equilíbrio entre o LDL e o HDL
Porque colesterol é um tipo de gordura produzida pelo fígado e presente em todas as células do corpo. Gorduras são essenciais à vida, e precisamos delas para sobreviver. A questão está, portanto, no equilíbrio: é preciso saber em que tipo de gorduras apostar. Daí substituirmos o conceito de combate pelo de controle.
A sigla LDL vem do inglês: low density lipoproteins (lipoproteínas de baixa densidade). O LDL transporta o colesterol do fígado até às células dos tecidos, e promove o seu acúmulo nas paredes internas das artérias, diminuindo o fluxo do sangue, estando diretamente relacionado às doenças cardíacas. Por isso, é chamado de “mau colesterol”, e seu índice aumentado no organismo acende os sinais de alerta.
Já a sigla HDL vem de high density lipoproteins (proteínas de alta densidade), também conhecida como “bom colesterol”, pois essa lipoproteína é capaz de absorver os cristais de gordura que são depositados nas artérias, transportando-os de volta ao fígado, para serem eliminados.
Sendo assim, já deu para perceber que a chave para manter as coisas funcionando como devem é identificar as medidas que beneficiem esse equilíbrio no organismo: mais HDL do que LDL.
Com o passar dos anos, o avanço dos estudos científicos e novas descobertas, alguns parâmetros vão se modificando. Em termos de alimentação, por exemplo, a tendência cada vez maior é a de NÃO demonizar alimentos, mas sim a de se investir em uma dieta diversificada e bem balanceada.
Salvo quando existem restrições médicas específicas, não é preciso cortar gorduras, por exemplo. A chave está em saber apostar nas fontes de boas gorduras e nas quantidades corretas para uma rotina alimentar equilibrada.
O princípio que diz “mais cascas, menos embalagens” também é um bom parâmetro, pois, quanto menos industrializada e processada a alimentação, melhor. Mas nada de radicalismos. O bom senso é o melhor caminho.
Passar com um profissional de Nutrição, para receber as orientações corretas e devidamente ajustadas às necessidades e objetivos específicos é uma medida segura para garantir escolhas acertadas para o cardápio de toda a família. Em geral, nesse processo descobre-se que sabor e saúde podem sim andar de mãos dadas!
Outra medida fundamental é a manutenção dos check-ups clínicos de rotina. Pessoas saudáveis devem fazer a sua primeira consulta ao cardiologista já a partir dos 20 anos de idade. A partir dos 25, o retorno a esse especialista deve acontecer anualmente, bem como a realização dos exames solicitados pelo médico – o acompanhamento das taxas de colesterol está entre eles, e não são poucos os casos de pessoas jovens e magras que têm colesterol alto, sem nem se dar conta disso!
Alguns fatores genéticos e algumas disfunções ou condições ambientais específicas podem fazer com que algumas pessoas tenham maior propensão a ter níveis alterados de colesterol. Esses são casos que exigem controle específico, normalmente fazendo uso de medicação. Entretanto, para a maior parte das pessoas, é possível alcançar um bom controle somente tendo atenção aos hábitos saudáveis, sendo que dentre os principais estão:
– Prática regular e bem orientada de atividades físicas (cerca de 30 minutos diários);
– Apostar em uma dieta preventiva, mantendo um cardápio saudável e bem balanceado. Em geral, ela não precisa ser radical e nem demasiadamente restritiva. Na dúvida, consulte um nutricionista;
– Abstenção do fumo;
– Realizar check-ups periódicos (pelo menos uma vez ao ano).
É importante ter em mente ainda que a alteração de colesterol é um quadro silencioso. Ou seja: a pessoa não costuma apresentar sintomas, até que sofra com alguma doença decorrente disso. Entre as principais complicações estão: doenças cardiovasculares, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).
Essa publicação foi atualizada em 25 de agosto de 2019 17:32
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