Mudança de hábitos: um antídoto contra o diabetes

Entre 2006 e 2013, a média nacional de diagnósticos positivos para o diabetes passou de 5,5% para 6,8%, conforme dados do Ministério da Saúde. Não se trata do diabetes congênito (Tipo 1) e, sim, da forma adquirida da doença, o diabetes Tipo 2.

O dia 14 de novembro foi instituído como Dia Mundial do Diabetes. A data é um incitamento para que, em todo o mundo, sejam empreendidas ações de conscientização em torno da doença.

No caso do diabetes Tipo 1, o devido controle e acompanhamento médico da doença é o fator primordial para garantir uma boa evolução do paciente, que pode levar uma vida normal e saudável, desde que observados os devidos cuidados especiais de saúde.

Já no caso do diabetes Tipo 2, o foco principal deve ser a prevenção. É sabido que o problema está diretamente relacionado ao excesso de gordura abdominal, à falta de atividade física e ao estresse.

Em ambos os casos, a orientação especializada, juntamente com a decisão de fazer alguns ajustes nos hábitos cotidianos fazem toda a diferença!

POR QUE O DIABETES PODE MATAR

  • Alterações nos vasos sanguíneos dos rins fazem com que ocorra uma perda de proteína pela urina. O órgão pode reduzir a sua função lentamente, mas de forma progressiva, até a sua paralisação total. O quadro é conhecido como nefropatia diabética;
  • Os grandes vasos sanguíneos são afetados pelo alto índice de açúcar no sangue, levando à obstrução (arteriosclerose) de órgãos vitais como o coração e o cérebro. Por isso, pessoas com diabetes não controlado estão especialmente expostas ao risco de infarto do miocárdio e de acidente vascular cerebral (AVC).
  • O excesso de glicose também pode causar danos ao sistema imunológico, aumentando o risco da pessoa com diabetes contrair algum tipo de infecção. Isso ocorre porque os glóbulos brancos (responsáveis pelo combate a vírus, bactérias, etc.) ficam menos eficazes com a hiperglicemia. O alto índice de açúcar no sangue é propício para que fungos e bactérias se proliferem em áreas como boca e gengiva, pulmões, pele, pés, genitais e locais de incisão cirúrgica.

OUTRAS COMPLICAÇÕES

  • Retinopatia diabética: lesões que aparecem na retina do olho, podendo causar pequenos sangramentos e levar à perda de visão;
  • Neuropatia diabética: os nervos ficam incapazes de emitir e receber as mensagens do cérebro, provocando sintomas como formigamento, dormência ou queimação das pernas, pés e mãos;
  • Dores locais e desequilíbrio;
  • Enfraquecimento muscular;
  • Pressão baixa;
  • Distúrbios digestivos;
  • Excesso de transpiração;
  • Impotência;
  • Pé diabético: ocorre quando uma área machucada ou infeccionada nos pés desenvolve uma úlcera (ferida). Seu aparecimento pode ocorrer quando a circulação sanguínea é deficiente e os níveis de glicemia são mal controlados. Qualquer ferimento nos pés deve ser tratado rapidamente para evitar complicações que podem levar à amputação do membro afetado.

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